Saída do secretário do Exército dos EUA marca nova reestruturação na administração Trump

Saída do secretário do Exército dos EUA marca nova reestruturação na administração Trump

O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, anunciou sua saída do cargo após 18 meses de atuação, conforme comunicado da Casa Branca nesta segunda-feira, 31. Este evento representa mais uma mudança significativa na alta cúpula militar durante a administração Trump.

A razão para a saída de Driscoll não foi divulgada, mas relatos indicam tensões com o secretário de Defesa, Pete Hegseth. A saída de Driscoll se insere em um contexto de agitação no Exército, que tem enfrentado uma série de mudanças em sua liderança.

A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, elogiou Driscoll, afirmando que ele foi eficaz em promover a agenda de “Tornar a América Forte Novamente”, destacando sua liderança em operações militares e sua contribuição nas negociações entre Rússia e Ucrânia.

Após as perguntas da agência Associated Press (AP) serem direcionadas ao Exército, a instituição não respondeu imediatamente. O clima de incerteza é amplificado pela recente saída de outros líderes militares, como o general Randy George e o general Christopher Donahue.

O general Christopher LaNeve, que ascendeu rapidamente sob Hegseth, assumiu o cargo de chefe do Estado-Maior do Exército em exercício. Sob sua liderança, o Exército encerrou um programa de modernização de drones, que havia sido promovido por Driscoll.

Driscoll, que é veterano da Guerra do Iraque e ex-assessor de Vance, foi descrito por Trump como um “agente de ruptura e de mudança”. Sua função como secretário envolveu também atuar como negociador nas tentativas de resolver o conflito entre Rússia e Ucrânia, além de facilitar o desenvolvimento de novas capacidades de defesa.

A confirmação de sua nomeação ocorreu em fevereiro de 2025, após uma audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado. Driscoll, que tem um histórico familiar militar, prometeu focar nas necessidades dos soldados durante seu mandato.

Seu afastamento se dá em um cenário onde Hegseth tem promovido mudanças drásticas, incluindo a saída do secretário da Marinha, John Phelan, tornando-se o primeiro chefe de um ramo das Forças Armadas a deixar o cargo durante o segundo mandato de Trump.

Fonte: infomoney.com.br

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