O advogado Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, fez duras críticas ao eleitor que optar por Flávio Bolsonaro nas próximas eleições. Em uma postagem nas redes sociais, ele afirmou que essa escolha representa um “desamor à democracia” e uma aprovação implícita a tentativas de tomada de poder pela força.
Reale Júnior expressou sua preocupação em relação ao que considera uma legitimização do golpe ao votar em Flávio Bolsonaro. Ele argumenta que essa escolha implica em aceitar a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, quando houve invasões nas sedes dos Três Poderes. Segundo ele, votar em Flávio é referendar a tentativa de anulação da eleição de 2022 e, portanto, legitimar ações antidemocráticas.
O advogado também criticou o plano do senador de anistiar os golpistas, destacando a relação de Flávio com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a possibilidade de submissão aos interesses norte-americanos. Reale Júnior afirmou que pouco se sabe sobre as propostas de governo de Flávio, mas que sua intenção de anistiar os envolvidos nos atos de 8 de janeiro é alarmante.
Além disso, ele comparou Flávio Bolsonaro ao Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que, embora o PT enfrente um desgaste em sua imagem, os governos petistas não representam o mesmo risco institucional que a candidatura de Flávio. Para Reale Júnior, a apologia ao golpe militar e a tentativa de estabelecer um estado policialesco não são características associadas aos governos do PT.
Reale Júnior também se opôs à proposta de Flávio de classificar organizações criminosas como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, alertando que isso poderia abrir espaço para intervenções estrangeiras e fragilizar a soberania nacional. Ele concluiu seu texto expressando o desejo de que o Brasil não enfrente um futuro de violência, ressaltando a importância da preservação da democracia.
Fonte: poder360.com.br