Durante o segundo turno das eleições presidenciais, a falta de ônibus gerou uma série de ações judiciais em São Paulo, Bahia e Sergipe. Passageiros relataram longas filas e a redução da circulação de ônibus no domingo (25), o que levou partidos políticos a buscar a intervenção da Justiça Eleitoral. A situação se agravou especialmente nas capitais, onde a mobilidade dos eleitores foi comprometida.
Frota de ônibus em São Paulo: ações e respostas
Na capital paulista, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou a Justiça Eleitoral, alegando que a Prefeitura estava operando com apenas 60% da frota de ônibus. Segundo a petição, bairros como o Itaim Paulista enfrentaram dificuldades significativas para o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, determinou que 100% da frota estivesse disponível, após uma ação popular apresentada por parlamentares do PSOL. A Prefeitura de São Paulo afirmou ter recebido a notificação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e que tomou medidas imediatas para garantir a operação total da frota, embora tenha enfrentado desafios logísticos para implementar essa mudança em tão curto prazo.
Frota de ônibus na Bahia: prisões e multas
Na Bahia, a situação foi ainda mais crítica. A Polícia Federal prendeu em flagrante o Secretário Municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, devido à drástica redução da frota de ônibus, que caiu mais de 50% em relação aos dias normais. A Justiça determinou a recomposição imediata do serviço de transporte público, impondo uma multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.
Moradores de Salvador relataram lotação nos pontos de ônibus e a falta de veículos nas ruas. A campanha de Lula solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação da votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, citando a dificuldade de transporte como um fator que poderia comprometer o direito ao voto.
Pedido para estender a votação: análise do TSE
Em resposta às queixas, a campanha de Lula pediu ao TSE que estendesse o horário de votação até as 19h nas três cidades baianas. Os advogados argumentaram que a redução do transporte coletivo causou a supressão do acesso às seções eleitorais, resultando em terminais lotados e eleitores enfrentando dificuldades para votar.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, aguardava um relatório do TRE-BA para avaliar o pedido, enquanto o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, também requisitou informações sobre a situação do transporte nas cidades afetadas.
Frota de ônibus em Sergipe: medidas do TRE
Em Sergipe, denúncias semelhantes foram registradas, com passageiros relatando filas e a falta de ônibus. O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe determinou a recomposição da frota intermunicipal após questionamentos da Federação Brasil Esperança. A medida visa garantir que os eleitores tenham acesso aos locais de votação, especialmente em um momento tão crucial para a democracia.
As ações judiciais e as respostas das autoridades refletem a importância da mobilidade urbana durante as eleições, destacando a necessidade de garantir que todos os cidadãos possam exercer seu direito ao voto sem impedimentos.
Fonte: cnnbrasil.com.br