Ataque hacker afeta sites de câmaras municipais no Espírito Santo

Ataque hacker afeta sites de câmaras municipais no Espírito Santo

Na noite de segunda-feira (10), os sites oficiais de quatro Câmaras Municipais do Espírito Santo foram alvo de um ataque hacker. As páginas das Câmaras da Serra, Anchieta, Água Doce do Norte e Itapemirim foram comprometidas, além do site da Câmara de Porto Real, no Rio de Janeiro. Na manhã de terça-feira (11), a reportagem do Folha Vitória constatou que os sites estavam fora do ar.

Ao tentar acessar as páginas, os usuários se depararam com uma mensagem dos invasores, que incluía críticas a políticos e à empresa de tecnologia Ágape Consultoria, responsável pela gestão dos sites de órgãos públicos. As imagens obtidas pela reportagem mostram que os hackers afirmaram ter acessado bancos de dados e sistemas de diversos clientes da empresa, mencionando também as Câmaras de João Neiva, Ibatiba, Brejetuba e Vitória.

Os invasores alegaram que dados de servidores, cidadãos e funcionários poderiam ter sido comprometidos. Contudo, até o momento, não há confirmação independente sobre o acesso ou vazamento desses dados.

Críticas ao contrato com a Câmara de Vitória

No conteúdo deixado nos sites atacados, os hackers criticaram o contrato entre a Câmara de Vitória e a Ágape. Segundo a mensagem, a empresa teria recebido R$ 7,4 milhões em um contrato de cinco anos, levantando questionamentos sobre o valor pago pelos serviços prestados.

Câmara de Vitória já havia sido alvo de ataque

O site da Câmara Municipal de Vitória também sofreu um ataque no dia 6 de agosto. Após a invasão, o presidente da Casa, Anderson Goggi, afirmou que o responsável pelo ataque seria um ex-funcionário da Ágape, informação que foi contestada pela empresa. A Ágape declarou que não havia provas que confirmassem a autoria do ataque e que uma análise forense estava em andamento para identificar a origem da invasão.

Posicionamento das Câmaras Municipais

A reportagem do Folha Vitória entrou em contato com as Câmaras Municipais da Serra, Anchieta, Água Doce do Norte, Itapemirim e Vitória para saber quais medidas foram adotadas após o ataque, se houve comprometimento de sistemas ou dados, e se um boletim de ocorrência foi registrado. Até o momento, nenhuma das Casas se manifestou.

O Folha Vitória mantém o espaço aberto para que as Câmaras Municipais possam se pronunciar sobre o caso.

Fonte: folhavitoria.com.br

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