Os dados foram discutidos em um painel na Febraban Tech 2026, onde especialistas abordaram a crescente complexidade das fraudes digitais. Flávio Silveira da Silva, da Polícia Federal, destacou que a IA é utilizada em toda a cadeia criminosa, desde campanhas de phishing até tentativas de invasão em instituições financeiras.
Os painelistas enfatizaram que a capacidade humana de distinguir entre conteúdos reais e falsificações digitais está diminuindo. Elisa Sotero, da Caixa Econômica Federal, ressaltou a necessidade de uma cultura de segurança digital, onde as pessoas aprendam a agir de forma crítica diante das informações que consomem.
O uso de deepfakes não afeta apenas o setor financeiro, mas também a confiança da população em instituições e políticas públicas. André Parente Houang, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, alertou que a disseminação de conteúdos sintéticos agrava a desconfiança em relação a informações recebidas, especialmente em golpes que envolvem programas governamentais.
Os bancos estão em busca de soluções que aumentem a segurança sem comprometer a experiência do usuário. Guilherme Martinatti Favaro, do Santander Brasil, afirmou que não existe uma única ferramenta que possa garantir proteção total. A combinação de diferentes mecanismos de segurança é a estratégia mais eficaz.
As medidas de proteção evoluem, com a biometria comportamental ganhando destaque. Essa abordagem analisa como os usuários interagem com aplicativos, tornando mais difícil para fraudadores replicarem padrões de comportamento. Além disso, o governo federal está desenvolvendo mecanismos para identificar conteúdos gerados ou alterados por IA, como marcas d’água digitais.
Fonte: infomoney.com.br
PUBLICIDADE