Felipe Marques, diretor financeiro e de Relações com Investidores, esclareceu que os números apresentados refletem duas perspectivas distintas. O lucro consolidado inclui o efeito da venda do fundo, enquanto o lucro ajustado reflete a performance das operações contínuas. “Buscamos proporcionar comparabilidade, excluindo a consolidação do SNAG11 para que possamos ter valores relativos que sejam comparáveis”, destacou.
A receita operacional líquida da Boa Safra cresceu 20%, totalizando R$ 132,1 milhões. O lucro bruto alcançou R$ 27,1 milhões, revertendo o resultado praticamente nulo do primeiro trimestre de 2025, com uma margem bruta de 21%. O Ebitda contábil foi positivo em R$ 9,9 milhões, em contraste com o resultado negativo de R$ 15,5 milhões do ano anterior. No entanto, o Ebitda ajustado ainda permaneceu negativo, embora tenha melhorado em relação aos R$ 38,7 milhões negativos do primeiro trimestre de 2025.
Marino Colpo, CEO da Boa Safra, comentou que o primeiro trimestre representa uma fração pequena do desempenho anual da empresa, uma vez que a maior parte das entregas de sementes de soja ocorre no segundo semestre. “O resultado do primeiro trimestre não é determinante para o ano, mas estamos trabalhando para tornar essa fase mais relevante em termos de faturamento”, afirmou. A empresa está ampliando seu portfólio de culturas para aumentar a relevância do início do ano.
A carteira de pedidos da Boa Safra atingiu cerca de R$ 1,5 bilhão no final de março, um recorde para um primeiro trimestre e cerca de R$ 100 milhões a mais do que no mesmo período de 2025. Colpo considera esse crescimento um sinal positivo, afirmando que “a carteira de pedidos é um guia para o que podemos esperar ao longo do ano”.
A diversificação das operações também contribuiu para o avanço da receita. A receita líquida de novas culturas, serviços e insumos somou R$ 82 milhões no trimestre, um aumento de 31% em comparação ao primeiro trimestre de 2025, representando 76% do total de vendas de sementes no período. Marques destacou que “a maior receita do trimestre veio de outras operações, e não da semente de soja, o que é inédito para a empresa”.
O resultado ex-SNAG11 foi impactado por um aumento significativo nas despesas financeiras, que cresceram 78%, totalizando R$ 79,3 milhões. Os juros sobre empréstimos aumentaram de R$ 18,6 milhões para R$ 57,6 milhões, devido à incorporação de encargos de certificados de recebíveis do agronegócio emitidos em janeiro e setembro de 2025. A dívida líquida consolidada encerrou março em R$ 848,4 milhões, comparada a R$ 519,2 milhões no primeiro trimestre de 2025, enquanto o caixa e aplicações financeiras somaram R$ 777,2 milhões.
Fonte: infomoney.com.br
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