Brasil estabelece primeira adidância do Fisco na China para fortalecer laços comerciais

Na imagem, a subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves

O Ministério da Fazenda do Brasil deu um passo significativo na ampliação de sua presença internacional ao inaugurar, nesta sexta-feira (26 de junho de 2026), a Adidância Tributária e Aduaneira da Receita Federal em Pequim. Com essa iniciativa, o Brasil agora conta com adidos tributários e aduaneiros em cinco embaixadas ao redor do mundo.

Expansão da presença brasileira no exterior

A nova adidância em Pequim é a primeira do tipo fora das Américas, destacando o compromisso do governo brasileiro em fortalecer sua atuação na China, que atualmente é a maior parceira comercial do Brasil. Além de Pequim, as outras embaixadas que possuem adidâncias são em Washington (EUA), Assunção (Paraguai), Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai).

Objetivos da Adidância Tributária e Aduaneira

As Adidâncias Tributárias e Aduaneiras da Receita Federal atuam como representações diplomáticas que visam facilitar a cooperação em questões comerciais, combate a ilícitos fiscais e intercâmbio de informações aduaneiras. A subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, será a responsável pela nova adidância.

Inauguração e declarações do ministro

A cerimônia de inauguração ocorreu na embaixada do Brasil em Pequim e contou com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que está em compromissos na China desde terça-feira (23 de junho). Em suas declarações, Durigan enfatizou que a adidância não apenas facilitará o diálogo entre as autoridades aduaneiras do Brasil e da China, mas também fortalecerá a cooperação no combate ao crime organizado.

Preocupações com o crime organizado

Embora o ministro não tenha afirmado que já existem organizações criminosas atuando no comércio ou nas transações financeiras entre os países, ele destacou que o aumento do volume de contêineres e transações entre Brasil e China demanda uma resposta institucional robusta. Durigan citou a experiência da adidância brasileira nos Estados Unidos como um modelo eficaz no combate à infiltração de criminosos nas relações comerciais.

“Certamente é preciso cuidar para que dentro dessa movimentação internacional o Brasil não sirva como porta de saída ou porta de entrada para drogas, armas, que é o que mais nos preocupa”, afirmou o ministro, ressaltando a importância da nova adidância.

Sinergia com a Polícia Federal

A instalação da adidância da Receita Federal ocorre seis meses após a Polícia Federal do Brasil ter inaugurado sua própria adidância na China, indicando um esforço conjunto para fortalecer a segurança e a integridade das relações comerciais entre os dois países.

Fonte: poder360.com.br

Mais recentes

PUBLICIDADE