Cade reabre investigação contra 99Food após pressão da Keeta

Keeta diz que a 99Food usa normas que vedam nominalmente a parceria de restaurantes com concorrentes específicos; na imagem, logo das duas empresas

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) reabriu, na terça-feira (1º de julho de 2026), a investigação contra a 99Food por possíveis cláusulas contratuais que impediriam restaurantes de trabalhar com plataformas concorrentes de delivery. A decisão reverte o arquivamento determinado em junho pela Superintendência Geral da autarquia.

cade: cenário e impactos

A investigação teve início a partir de uma denúncia da Keeta, que criticou a decisão anterior do Cade de arquivar o processo. Com a reabertura, o tribunal do Cade avaliará tanto o mérito do caso quanto o pedido de medida preventiva apresentado pela Keeta.

O presidente interino do órgão, Diogo Thomson de Andrade, justificou a reabertura em despacho, afirmando a necessidade de uma apreciação mais detalhada de questões relevantes. Ele defendeu uma nova apuração para ouvir diretamente os restaurantes potencialmente afetados pelas cláusulas.

Entenda a situação

A Keeta alega que a 99Food utiliza normas que vedam nominalmente a parceria de restaurantes com concorrentes específicos, prática que a empresa denomina como “cláusulas de banimento”. A Superintendência Geral concluiu que os elementos reunidos no processo eram insuficientes para caracterizar infração à ordem econômica, levando ao arquivamento do inquérito.

Reação das empresas

A 99Food recebeu a decisão com tranquilidade e reafirmou sua confiança na legalidade de suas práticas. Em nota, a empresa afirmou: “A 99 recebe a decisão do Cade com tranquilidade e permanece à disposição para colaborar no processo porque temos confiança na legalidade de nossas práticas e no objetivo de criar um mercado mais dinâmico, competitivo e equilibrado para restaurantes, entregadores e consumidores após anos de elevada concentração sem desenvolvimento.”

Por outro lado, a Keeta celebrou a reversão do arquivamento. Danilo Mansano, vice-presidente da empresa, destacou a urgência da análise do caso: “Seguimos confiantes de que as autoridades vão dedicar a devida atenção ao caso para garantir um mercado de delivery livre de cláusulas anticompetitivas para benefício de todo o ecossistema.”

Fonte: poder360.com.br

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