O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, expressou sua indignação em relação ao tarifaço proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma publicação em sua conta no X, Caiado afirmou que essa medida pode devastar o agronegócio brasileiro, que é um dos pilares da economia nacional. Ele destacou que o tarifaço, que pode chegar a 25%, representa um ataque direto a quem alimenta o Brasil.
Além da proposta americana, Caiado mencionou a taxação de 55% imposta pela China sobre produtos brasileiros e o veto da União Europeia à importação de carne do Brasil. Segundo ele, o governo brasileiro tem respondido de forma inadequada a esses desafios, limitando-se a cuidados paliativos e sem uma estratégia clara para proteger o setor agropecuário.
Em sua crítica, Caiado também se dirigiu ao senador Flávio Bolsonaro, que, segundo ele, não fez o suficiente para contestar o tarifaço. O ex-governador afirmou que Flávio se contentou em pedir apenas o adiamento da medida, deixando o agronegócio em risco, desde que isso ocorra após as eleições.
Tarifas sobre o Brasil
A tarifa imposta pela China foi anunciada em dezembro de 2025 e afeta não apenas o Brasil, mas também outros países exportadores como Argentina e Uruguai. O governo chinês justificou a medida com base em uma investigação que apontou que as importações estavam prejudicando a indústria local de carnes. A implementação da tarifa ocorreu em janeiro de 2026.
Por outro lado, a União Europeia oficializou seu veto à compra de carne brasileira em junho de 2026, alegando a falta de comprovação de que o Brasil restringe o uso de certos antibióticos na criação de animais. Essa decisão também impacta outros produtos de origem animal, como peixe e ovos, e começará a valer em setembro de 2026.
O tarifaço proposto pelos Estados Unidos é resultado de uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que alega práticas comerciais desleais por parte do Brasil. O USTR indicou que a tarifa adicional de 25% deve ser oficializada em breve, o que intensificaria ainda mais a pressão sobre o agronegócio brasileiro.
Fonte: poder360.com.br