Câmara dos Deputados discute retirada de emenda sobre transição de jornada de trabalho

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Sete líderes partidários da Câmara dos Deputados se uniram em uma nota conjunta, solicitando ao presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) a retirada da tramitação de uma emenda que propõe um regime de transição de 10 anos para a implementação da redução da jornada de trabalho. Essa proposta está atualmente sob análise em uma comissão especial, com relatoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

câmara: cenário e impactos

A emenda, de autoria do deputado Sérgio Turra (PP-RS), gerou controvérsia entre os líderes, que incluem Adolfo Viana (PSDB-Cidadania), Antonio Brito (PSD-BA), Augusto Coutinho (Republicanos-PE), Dr. Luizinho (PP-RJ), Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA) e Rodrigo Gambale (Podemos-SP).

Em sua nota, os líderes expressaram preocupação com os possíveis efeitos da emenda nº 1 à PEC do fim da escala 6×1, que busca flexibilizar a jornada de trabalho em função das diversas realidades setoriais e regionais do país. Eles argumentam que a tramitação da emenda pode gerar distorções no debate e dificultar a compreensão da proposta.

A leitura do parecer de Prates sobre a PEC estava agendada para esta quarta-feira, 20, mas foi adiada para a próxima segunda-feira, 25, devido à falta de consenso. Um dos principais pontos de discórdia é exatamente o tempo de transição, com a Câmara ainda discutindo com o governo um regime que poderia variar entre dois e cinco anos.

Fonte: infomoney.com.br

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