O número de mortos chegou a 281, segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo colombiano. Outras 3.971 pessoas ficaram feridas e 379 continuam desaparecidas, conforme dados da UNGRD (Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres).
Em Cali, uma das áreas mais afetadas, as equipes começaram a mudar o foco das operações, passando da busca e resgate para a remoção de escombros em alguns locais. Essa mudança ocorre após as primeiras 72 horas, consideradas cruciais para a localização de sobreviventes.
“Infelizmente, estamos chegando a um ponto em que a probabilidade de encontrar sobreviventes está diminuindo, mas nossa missão é continuar procurando e encontrar todas as pessoas que foram dadas como desaparecidas”, afirmou David Tamayo, chefe da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres da Colômbia, na noite de quinta-feira (13).
O presidente Abelardo de la Espriella reiterou que a prioridade das autoridades é encontrar pessoas desaparecidas ou presas sob os escombros, destacando a complexidade da situação e a colaboração com equipes de outros países.
O relatório mais recente da UNGRD contabiliza mais de 10.677 casas destruídas, 65.841 danificadas, 127 edifícios desabados, além de 2.136 centros educacionais e mais de mil centros comunitários afetados. O número de casas destruídas já havia sido estimado pelo governo em mais de 10,5 mil.
Fora dos grandes centros urbanos, grupos de resgate relatam dificuldades para alcançar algumas comunidades. Em Buenaventura, equipes do Comitê Internacional de Resgate informaram que alguns locais só receberam ajuda na noite de quarta-feira (12). Em certas áreas, moradores teriam recorrido a esforços próprios para procurar sobreviventes entre os escombros.
Além disso, alguns bairros permanecem inacessíveis devido à presença de grupos armados, e há dificuldades no acesso a água, gás e eletricidade. Autoridades colombianas rebateram críticas sobre a gestão da ajuda externa, afirmando que não rejeitaram ofertas de nenhum país, mas apenas aceitarão equipes internacionais que atendam a padrões de certificação reconhecidos.
De la Espriella anunciou um plano de recuperação e pediu a participação do setor privado nos esforços. “Convoquei as mais importantes construtoras da Colômbia, bem como as associações comerciais do setor. Não superaremos essa tragédia sozinhos; precisamos do setor privado para reconstruir a Colômbia juntos”, declarou o presidente.
Ele também anunciou a intenção de declarar estado de emergência econômica e criar um fundo de reconstrução para direcionar recursos nacionais e internacionais à recuperação de hospitais, escolas, moradias e infraestrutura. O desastre representa um dos primeiros grandes testes para o novo governo colombiano, que assumiu poucos dias antes do terremoto, e agora enfrenta a necessidade de financiar uma ampla operação de emergência e reconstrução.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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