Consórcio Nordeste busca financiamento na COP17 da ONU para enfrentar desertificação

Consórcio Nordeste busca financiamento na COP17 da ONU para enfrentar desertificação

A Conferência das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17) está em andamento na Mongólia, onde a delegação brasileira, composta por representantes do Consórcio Nordeste, busca recursos para iniciativas globais que visam enfrentar a degradação do solo. O evento acontece na capital Ulaanbaatar e reúne líderes e especialistas de diversas partes do mundo.

Os representantes do Consórcio Nordeste estão focados em captar financiamento para projetos que abordam segurança hídrica, transição energética e a restauração do bioma Caatinga. Entre as iniciativas apresentadas está o conceito de “recaatingamento”, que envolve a recuperação de áreas degradadas com a participação ativa das comunidades locais. A ONU destaca que a degradação do solo afeta até 40% das terras do planeta, tornando essas ações ainda mais urgentes.

Um dos principais objetivos da delegação é fortalecer o Fundo Caatinga, que visa centralizar recursos e otimizar os custos operacionais de projetos individuais. Essa estratégia busca garantir uma abordagem mais eficiente e integrada para os desafios enfrentados na região.

Agenda de compromissos na COP17

A agenda da delegação inclui a participação em diversos painéis temáticos. Após a discussão sobre “Financiamento Climático para Regiões Semiáridas”, realizada na segunda-feira, o foco de hoje é a água e a segurança hídrica em regiões áridas e semiáridas. Na quarta-feira, o Consórcio Nordeste abordará a “Restauração da Caatinga e Justiça Climática”. O último dia de compromissos contará com painéis sobre “Governança no Combate à Desertificação” e “Nordeste como Laboratório Global de Soluções”.

Além disso, os representantes levaram para a COP17 o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica, que abrange projetos voltados para a convivência com a seca, como a construção de cisternas, barragens subterrâneas, reuso de água e dessalinização. Essas iniciativas são fundamentais para garantir a segurança hídrica na região.

Em paralelo, estão sendo realizadas reuniões bilaterais com instituições como o Banco Mundial, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da ONU e o Banco dos BRICS. Os projetos em discussão estão divididos em três linhas principais: segurança hídrica como infraestrutura de adaptação; transição energética e industrialização de baixo carbono, incluindo a produção de hidrogênio verde e combustíveis renováveis em estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe; e restauração da terra e bioeconomia da Caatinga.

A COP17 se estenderá até o dia 28 de agosto, reunindo esforços globais para enfrentar a desertificação e promover a sustentabilidade.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Mais recentes

PUBLICIDADE