Bicampeão da Libertadores entre os homens, o Cruzeiro marca sua estreia na versão feminina do maior torneio do continente. A partida inaugural será nesta sexta-feira (16), às 21h (horário de Brasília), contra a LDU, que joga em casa, em Quito, capital do Equador.
O Estádio Casa Blanca, onde o adversário das Cabulosas realiza suas partidas, é o palco do confronto. O Bolívar (Bolívia) e o Olimpia (Paraguai) também fazem parte do Grupo C.
Classificado à Libertadores pelo vice-campeonato do Campeonato Brasileiro do ano passado, o Cruzeiro chega ao torneio enfrentando diversos desfalques por contusão. Entre os ausentes estão as zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares e as atacantes Ravenna e Millene, todas se recuperando de lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho.
A última baixa foi a goleira Cláudia, que sofreu uma lesão na coxa direita. Para substituí-la, o time celeste contratou Taluane, do América-MG, que foi incluída na lista definitiva enviada à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A primeira opção para a posição deve ser Camila Rodrigues, que começou a temporada como titular.
Por outro lado, a atacante Letícia Ferreira retorna após se recuperar de uma cirurgia no ombro direito que a afastou dos gramados por dois meses. Em 2025, ela foi a artilheira cruzeirense, marcando 27 gols.
O Cruzeiro se torna o 15º clube brasileiro a participar da Libertadores Feminina em suas 18 edições. Cinco times do país já conquistaram a competição, com destaque para o Corinthians, atual tricampeão e detentor de seis títulos, um deles em parceria com o Audax. Outros clubes como São José (três), Santos, Ferroviária (ambos com dois) e Palmeiras (um) também já levantaram a taça.
O futebol paulista é o que mais teve representantes, totalizando oito (Corinthians, Audax, São José, Santos, Ferroviária, Palmeiras, Centro Olímpico e São Paulo). O Cruzeiro é o primeiro clube de Minas Gerais a participar.
Seis estados já contaram com equipes na competição: Amazonas (Iranduba), Paraná (Foz Cataratas), Pernambuco (Vitória das Tabocas), Rio de Janeiro (CEPE/Duque de Caxias), Rio Grande do Sul (Internacional) e Santa Catarina (Avaí/Kindermann). Entre eles, Foz (2012) e Iranduba (2018) chegaram perto do título, mas foram vice-campeões para Colo-Colo (Chile) e Atlético Huila (Colômbia), respectivamente.
Palmeiras inicia a competição com vitória
O Palmeiras, campeão em 2022, estreou na última quinta-feira (15) na edição deste ano da Libertadores. As Palestrinas começaram a busca pelo segundo título com uma vitória apertada sobre o Universitario (Peru), por 1 a 0, no Estádio Banco Guayaquil.
Líder do Grupo B com três pontos, o Verdão volta a campo no domingo (18), às 17h, contra o Belgrano (Argentina), novamente no Banco Guayaquil. Na quinta, as argentinas empataram em 1 a 1 com o Dragonas, time feminino do Independiente del Valle, e ambos somam um ponto.
A técnica Rosana Augusto poupou jogadoras do Palmeiras que estavam com a seleção brasileira nos jogos contra a Argentina. A lateral Raíssa Bahia e as atacantes Bia Zaneratto e Taina Maranhão começaram o jogo no banco. As Palestrinas também estão sem a goleira Kate Tapia, ausente por “questões disciplinares”, e a lateral Ana Guzmán, que rompeu o LCA do joelho direito em amistoso na última terça-feira (13).
O Verdão controlou a partida, mas perdeu várias oportunidades de ampliar a vantagem. O gol saiu rapidamente, aos 15 minutos, com Brena, que foi lançada na esquerda pela meia Andressinha e, de primeira, deixou Emily Assis na cara do gol. A lateral bateu na saída da goleira Mia Shalit, que fez boa defesa, mas a sobra ficou com Brena, que mandou para as redes.
As Palestrinas poderiam ter ampliado aos 24 minutos, mas um gol de Diany foi anulado após revisão do VAR. O ritmo do jogo caiu na reta final do primeiro tempo devido à altitude de 2.850 metros de Quito, e a lateral Milagros Rolón, do Universitario, precisou ser atendida com cilindros de oxigênio.
No segundo tempo, o time brasileiro continuou a perder chances, muitas delas devido a boas defesas de Shalit. Aos 23 minutos, a zagueira Pati Maldaner cobrou um pênalti na mesma trave esquerda que, nos acréscimos, salvou as peruanas em um chute de fora da área da volante Duda Santos.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br