O Congresso Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, desempenha um papel crucial nas decisões que impactam a vida dos brasileiros. No entanto, além das votações que ocorrem no Plenário, o Legislativo brasileiro é repleto de fatos curiosos que muitos desconhecem.
Confira algumas curiosidades:
1. As duas “conchas” do Congresso
A primeira coisa que chama atenção ao observar o Congresso Nacional são suas duas grandes cúpulas, uma voltada para cima e outra para baixo. Essa diferença não é meramente estética: cada cúpula simboliza uma das Casas do Legislativo brasileiro.
A cúpula em formato de “prato”, voltada para cima, representa a Câmara dos Deputados, enquanto a cúpula em formato de “tigela”, voltada para baixo, pertence ao Senado Federal. O arquiteto Oscar Niemeyer projetou essa distinção para conferir uma identidade única a cada espaço, criando uma das imagens mais icônicas de Brasília.

2. O primeiro deputado negro do Brasil
Manoel da Motta Monteiro Lopes foi o primeiro deputado negro a assumir um cargo na Câmara, em um Brasil que havia abolido a escravidão apenas 21 anos antes. Nascido em 1867, no Recife, ele formou-se em Direito e exerceu diversas funções na Justiça antes de entrar para a política.
Eleito deputado federal em 1909, sua vitória foi marcada por controvérsias e resistência, principalmente devido à sua cor. A mobilização de organizações negras foi crucial para garantir seu reconhecimento como deputado, tornando-o uma figura pioneira da representação negra no Congresso.

3. O deputado que andava com um gravador
Mário Juruna, líder indígena e primeiro deputado federal indígena do Brasil, ficou conhecido por sua prática inusitada de andar com um gravador portátil. Durante seu mandato, de 1983 a 1987, Juruna utilizava o aparelho para documentar promessas feitas por autoridades em relação aos direitos dos povos indígenas.
Essa estratégia se tornou um instrumento de cobrança, permitindo que ele confrontasse autoridades com as gravações quando as promessas não eram cumpridas. A imagem do deputado Xavante com seu gravador se tornou emblemática na política brasileira dos anos 1980.

4. A origem do nome Chapelaria
A entrada do Congresso, conhecida como “Chapelaria”, tem origem em um costume da época de sua construção, em 1960. Naquela época, era comum que homens usassem chapéus em eventos formais. Ao chegar ao Congresso, era tradição retirar o chapéu, e um espaço foi criado para guardar esses acessórios.
Assim, a entrada passou a ser chamada de Chapelaria, nome que perdura até hoje, mesmo após a queda do uso de chapéus em cerimônias formais.
Fonte: folhavitoria.com.br