Defesa de Roberta Luchsinger solicita investigação sobre vazamento de conversas com Lulinha

Defesa de Roberta Luchsinger solicita investigação sobre vazamento de conversas com Lulinha

A defesa da empresária Roberta Luchsinger protocolou, nesta terça-feira (21.jul.2026), um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar um possível vazamento de conversas entre ela e Fábio Luís Inácio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em relação à pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

O pedido foi motivado por uma reportagem do O Globo, que revelou um plano da campanha de Flávio Bolsonaro para divulgar áudios de conversas entre Luchsinger e o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essas conversas estariam relacionadas a um inquérito sobre fraudes nos descontos associativos do INSS. Os advogados de Luchsinger afirmam não ter conhecimento de qualquer autorização judicial que permitisse a interceptação de suas comunicações privadas.

A defesa solicita que, caso a interceptação tenha sido autorizada, seja concedido acesso aos conteúdos interceptados. Se não houver autorização, pede a abertura de uma investigação por suspeita de crime de quebra ilegal de sigilo.

Operação Sem Desconto

Tanto Luchsinger quanto Lulinha estão sendo investigados por fraudes relacionadas ao INSS. O Poder360 antecipou que o ministro André Mendonça, relator do inquérito, já autorizou a quebra do sigilo fiscal de Lulinha.

Até o momento, neither Lulinha nor Luchsinger foram indiciados no primeiro relatório da PF sobre as fraudes. O relatório aponta indícios de crime por Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e outras 47 pessoas. Entre os indiciados estão:

  • Euclydes Petersen – deputado federal (PL-MG);
  • José Carlos Oliveira – ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro;
  • Carlos Roberto Ferreira Lopes – presidente da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais);

Em abril de 2025, a PF revelou um esquema de desvios e fraudes no INSS, identificando irregularidades nos descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, especialmente aposentadorias e pensões. Estima-se que pelo menos R$ 6,3 bilhões tenham sido desviados de beneficiários por sindicatos e outras entidades.

A operação resultou no afastamento do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Diante da pressão sobre o governo federal, o então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão.

Fonte: poder360.com.br

Mais recentes

PUBLICIDADE