Os deputados federais capixabas Amaro Neto e Da Vitória, ambos do PP, decidiram retirar suas assinaturas das emendas que poderiam adiar por até 10 anos a implementação de medidas como a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
As emendas foram propostas pelos deputados Tião Medeiros (PP-PR) e Sérgio Turra (PP-RS). Além de Amaro e Da Vitória, outros parlamentares como Evair de Melo e Messias Donato também haviam apoiado as medidas.
Em nota, os deputados explicaram que a retirada das assinaturas visa evitar interpretações equivocadas sobre suas posições em relação ao tema. Eles enfatizaram a importância de debater a redução da jornada de trabalho.
A decisão foi tomada para evitar interpretações equivocadas sobre o posicionamento dos parlamentares em relação ao tema. Ambos defendem que o debate sobre a redução da jornada de trabalho é legítimo, necessário e precisa avançar no Congresso Nacional, sempre com responsabilidade e amplo diálogo.
Deputados Amaro Neto e Da Vitória
Os deputados também afirmaram que qualquer discussão sobre mudanças no modelo de trabalho deve incluir diálogo com trabalhadores e especialistas. Eles reiteraram que são favoráveis à discussão do fim da escala 6×1 e que mudanças devem ser construídas com a participação de todos os setores envolvidos, garantindo segurança para os empregos e a economia.
O Folha Vitória entrou em contato com os deputados Evair de Melo e Messias Donato para obter seus posicionamentos sobre as emendas. A matéria será atualizada assim que houver retorno.
Emendas propostas
As emendas apresentadas pelos deputados do Sul do país sugerem alterações na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, mantendo a jornada de 44 horas em setores essenciais como saúde, segurança e transporte.
A proposta de Tião Medeiros sugere que setores essenciais possam manter a jornada de até 44 horas semanais, enquanto a de Sérgio Turra também defende a manutenção de jornadas específicas. Turra argumenta que as mudanças devem ser implementadas de forma a evitar impactos bruscos, uma vez que interrupções abruptas podem comprometer a vida da população.
Além disso, a emenda de Sérgio Turra sugere que jornadas possam ser negociadas em acordos individuais ou coletivos, permitindo um aumento da carga horária em até 30%, o que poderia resultar em jornadas de até 52 horas semanais.
Fonte: folhavitoria.com.br