Às vésperas das eleições, o PSD se vê em uma posição delicada, passando de aliado estratégico do grupo Republicanos para um verdadeiro peixe fora d’água nas articulações políticas. Apesar de contar com recursos financeiros e força política, a legenda enfrenta o desafio de não estar alinhada a nenhum dos principais grupos para o pleito, buscando novos horizontes.
O partido, liderado no Estado pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, se tornou ainda mais marginalizado após o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, do Republicanos, se unir ao PL e ao bolsonarismo. O PSD, que abriga figuras como Paulo Hartung, sem afinidade com a extrema direita, passa a destoar desse movimento, complicando ainda mais sua situação.
A liderança de Hartung enfrenta dificuldades de interlocução com o governador Ricardo Ferraço e o ex-governador Renato Casagrande. Caso haja algum alinhamento entre esses grupos, Hartung pode se voltar mais para a política nacional do que para a construção de uma base sólida no Espírito Santo.
Recentemente, o PSD parecia ter um papel de destaque ao lado do Republicanos, com a possibilidade de indicar um vice e até mesmo a candidatura de Sergio Meneguelli ao Senado, com promessas feitas por Renzo e Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. No entanto, esse cenário desmoronou, evidenciando que dinheiro, por si só, não é suficiente. É necessário um projeto político que atenda às expectativas do grupo.
A situação de Meneguelli se torna um fardo para Renzo, já que a promessa de uma vaga no Senado depende do cenário de 2028. Se o deputado estadual não encontrar espaço, poderá se tornar um adversário do prefeito na disputa pela prefeitura de Colatina.
O PSD, que antes tinha um poder de barganha considerável, vê essa força se esvair. Agora, a legenda enfrenta o desafio de costurar acordos eleitorais e eleger seus candidatos, atuando como um peixe fora d’água, distante dos principais grupos políticos. A independência pode ser vista como uma vantagem, mas na política, ter aliados próximos costuma fazer diferença.
Com menos de 15 dias para o encerramento das convenções, resta saber como o partido irá resolver suas alianças. O futuro político do PSD está em jogo, e as cenas dos próximos capítulos prometem ser intrigantes.
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Capital simbólica
Na última quinta-feira (23), Viana se destacou como a capital simbólica do Espírito Santo, celebrando seu aniversário.
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Novas propostas do governo
O governo do Estado apresentou um projeto de lei que reorganiza a gestão do programa INVEST-ES, voltado para a atração de investimentos. A proposta visa concentrar a análise dos projetos nas secretarias de Desenvolvimento e da Fazenda, além de transferir visitas técnicas e laudos de constatação para a Sedes, prevendo um acompanhamento anual dos resultados.
Política de Mudanças Climáticas
A gestão do governador Ricardo Ferraço também encaminhou uma proposta que institui a Política de Mudanças Climáticas do Espírito Santo. O projeto alinha a legislação estadual ao Acordo de Paris, prevendo instrumentos como o Programa Capixaba de Mudanças Climáticas e mecanismos econômicos para estimular a transição para uma economia de baixo carbono.
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Pazolini nas feiras
Pazolini continua sua agenda em feiras, visitando a feira de Bela Aurora em Cariacica, acompanhado do delegado Romualdo Gianordoli.
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Conflitos de interesses
A deputada estadual Camila Valadão questionou se os processos dos casos Araceli Cabrera Crespo e Jean Alves da Cunha foram afetados pelo incêndio no Arquivo Geral do Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Informações de bastidores indicam que ela já havia sido informada de que os processos estavam armazenados em outro local.
Sobre o incêndio
O TJES acompanha as perícias no Arquivo Geral e informou que o Comitê de Articulação Emergencial está levantando os processos afetados, identificando os que já foram digitalizados e os que ainda não.
Espionagens entre instituições
Relatos indicam possíveis espionagens entre instituições, algumas realizadas de maneira discreta, levantando preocupações sobre a situação.
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Na moita
Há rumores de um grupo político tentando ressuscitar um “caso cabeludo” para iniciar uma guerra de narrativas contra adversários.
Tá na rede
“O governo do Estado deve aos hospitais filantrópicos, e eles suspendem cirurgias para não quebrar.”
Evair de Melo (Republicanos), deputado federal
Fonte: eshoje.com.br