Após a rejeição massiva da proposta de contrato de quatro anos apresentada pela Boeing, o sindicato que representa engenheiros e trabalhadores técnicos da fabricante, localizada em Seattle, iniciou uma pesquisa para entender as expectativas dos funcionários em relação a uma nova proposta.
Em comunicado, a Sociedade de Empregados Profissionais de Engenharia do Setor Aeroespacial (SPEEA) destacou que a desconfiança em relação aos líderes da Boeing permanece alta. Essa desconfiança, segundo o sindicato, é resultado de experiências negativas vivenciadas pelos membros, que incluem a deterioração de empregos, transferências para outros estados ou terceirizações, além de decisões de engenharia ignoradas e salários que não acompanham a inflação.
Entre os principais pontos que alimentam essa desconfiança estão:
- Deterioração das condições de trabalho;
- Transferência de empregos para outros estados ou países;
- Prioridade em prazos em detrimento da qualidade e segurança;
- Salários defasados em relação ao mercado.
O sindicato também expressou que seus esforços nos últimos contratos não foram devidamente reconhecidos. A proposta da Boeing incluía aumentos salariais limitados a 3%, vinculados à inflação e ao desempenho individual, além de outras métricas não especificadas.
Os 17.000 integrantes da SPEEA votaram para que a equipe de negociação tenha a autorização de convocar uma greve quando o contrato expirar em 6 de outubro. Uma paralisação poderia atrasar ainda mais as certificações dos modelos 737 Max 10 e 777-9, que já enfrentam atrasos significativos.
Fonte: infomoney.com.br