O lucro líquido consolidado da Dexco (DXCO3), responsável por marcas como Deca, Portinari e Duratex, apresentou uma queda significativa de 61,4% no segundo trimestre de 2026, totalizando R$ 14,8 milhões. Essa diminuição é comparada ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa registrou um desempenho mais robusto.
No critério “recorrente”, que exclui variações de valor das florestas e itens esporádicos, o lucro líquido foi de R$ 33,8 milhões, representando um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Este critério fornece uma visão mais clara da performance operacional da empresa.
O resultado do segundo trimestre foi impulsionado principalmente pela Divisão de Madeira, que teve um desempenho notável, além de melhorias nas Divisões de Louças e Metais Sanitários e Cerâmicos. No entanto, a investida LD Celulose reportou um lucro inferior no período.
O Ebitda consolidado, que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, cresceu 0,5% na comparação anual, alcançando R$ 587,6 milhões. Contudo, a margem Ebitda caiu 1,2 ponto percentual.
A receita consolidada do grupo cresceu 5,2%, totalizando R$ 2,23 bilhões no segundo trimestre de 2026, impulsionada pelo aumento na expedição de painéis de madeira, ajustes de preços e um mix de vendas mais favorável. O custo dos produtos vendidos também subiu 0,8%, atingindo R$ 1,34 bilhão, refletindo o aumento nos preços de insumos como metanol, ureia e petróleo.
As despesas com vendas aumentaram 3,1%, totalizando R$ 315,9 milhões, devido ao maior volume de expedição de painéis de madeira. Em contrapartida, as despesas gerais e administrativas diminuíram 10,2%, para R$ 74,7 milhões, resultado de esforços para simplificar a estrutura organizacional.
O resultado financeiro do grupo gerou uma despesa líquida de R$ 197,9 milhões, uma leve queda de 0,8% em relação ao ano anterior, atribuída à redução do endividamento. A Dexco também registrou um fluxo de caixa livre positivo de R$ 120,7 milhões, com melhorias no capital de giro e diminuição de investimentos.
A dívida líquida da empresa foi de R$ 5,13 bilhões no segundo trimestre, uma redução de 3,5% em relação ao primeiro trimestre. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado anualizado, caiu de 2,99 vezes para 2,72 vezes.
A LD Celulose, investida da Dexco, reportou um lucro líquido de R$ 28,4 milhões, uma queda de 69,6% em comparação ao segundo trimestre de 2025, devido a desafios nos preços internacionais da celulose solúvel e variações cambiais. A expedição de itens internos teve resultados mistos, com queda em louças e metais, estabilidade em revestimentos cerâmicos e aumento em madeira.
A Divisão de Madeira contribuiu com um Ebitda de R$ 485,1 milhões, um crescimento de 13,4% em relação ao ano anterior, impulsionado por um aumento nas vendas e um mix de produtos de maior valor. A Divisão de Louças e Metais (Deca) teve um Ebitda de R$ 55,6 milhões, um aumento expressivo de 543%, devido a reajustes de preços. Por fim, a Divisão Cerâmicos alcançou um Ebitda de R$ 6,6 milhões, com alta de 8,5%, após ajustes na capacidade produtiva.
Fonte: infomoney.com.br