A dívida pública brasileira alcançou 82,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em julho de 2023, marcando o maior nível desde abril de 2021, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Este aumento representa um crescimento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) inclui as obrigações do governo federal, estaduais, prefeituras e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), totalizando R$ 10,9 trilhões. Em abril de 2021, a dívida estava em 82,62% do PIB, um período caracterizado por gastos elevados devido à pandemia da Covid-19.
No contexto atual, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou o Orçamento de 2027 ao Congresso, prevendo um superávit primário de R$ 20 bilhões, o que representa o melhor orçamento desde 2014. Apesar dessa meta otimista, especialistas alertam que a dívida deve continuar a crescer nos próximos anos, exigindo medidas de ajuste fiscal.
Desde o início do terceiro mandato de Lula, a dívida aumentou mais de 10 pontos percentuais, subindo de 71,68% do PIB em dezembro de 2022. Especialistas consideram urgente a discussão sobre ajustes nas contas públicas, especialmente com as eleições presidenciais se aproximando.
O último Relatório de Projeções Fiscais do Tesouro Nacional indica que a DBGG pode atingir 87,9% do PIB em 2029, antes de entrar em um ciclo de queda. No entanto, as previsões do mercado financeiro são menos otimistas, sem perspectivas de estabilização.
A alta da dívida em julho foi impulsionada por juros nominais (0,8 p.p.), emissões líquidas de dívida pública (0,2 p.p.) e uma variação negativa do PIB nominal (-0,5 p.p.). No acumulado do ano, a dívida subiu 3,9 pontos percentuais do PIB.
Além disso, o setor público registrou um superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, contrastando com um déficit de R$ 66,6 bilhões no mesmo mês do ano anterior.
Fonte: eshoje.com.br