Edgar Morin, ícone do pensamento contemporâneo, falece aos 104 anos

© Fronteiras do Pensamento/Wikipedia CC BY-SA 2.0

O filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, uma das figuras mais proeminentes do pensamento contemporâneo, faleceu nesta sexta-feira (29), aos 104 anos.

edgar: cenário e impactos

O falecimento foi confirmado em nota pela Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, instituição com sede no México dedicada à disseminação do conhecimento do pesquisador. O Centro de Estudos e Pesquisas Edgar Morin, localizado em São Paulo, também expressou seu pesar pela perda do pensador.

Com mais de 30 obras publicadas, Morin é conhecido por livros como Os sete saberes necessários à educação do futuro, A cabeça bem feita e O método.

Considerado um ícone humanista, Morin transformou a maneira como entendemos o conhecimento, a educação e a condição humana. Segundo a nota da Multiversidad, seu trabalho buscou “compreender a incerteza, reconectar o conhecimento e abraçar a complexidade da condição humana”.

Visão interdisciplinar do conhecimento

Morin defendia que os grandes desafios do mundo não poderiam ser enfrentados por uma única área do saber, mas sim através do diálogo entre diferentes contextos e experiências.

“Seu conceito de pensamento complexo permitiu o reconhecimento da relação inseparável entre o indivíduo, a sociedade, a espécie, a natureza, a história e a cultura”, destacou a nota.

Ainda segundo a entidade, Morin ensinou que viver envolve aprender a lidar com a incerteza, compreender as contradições e reconhecer que a realidade é composta por múltiplas dimensões.

Em destaque na página da instituição, uma frase do pensador ressoa: “enquanto eu estiver possuído pelas forças da vida, o espectro da morte se afasta.”

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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