A educadora Débora Garofalo, reconhecida por seu trabalho inovador em robótica com sucata, compartilha sua visão sobre a educação e a importância de errar e idealizar como parte do processo de aprendizagem. Desde 2015, ela desenvolve um projeto em uma escola pública de São Paulo, que transformou a realidade dos alunos e se tornou um modelo de política pública estadual.
Início do projeto: superando desafios
Débora começou seu projeto de robótica na EMEF Almirante Ary Parreiras, localizada em uma área de alta vulnerabilidade social. Ao perceber que 70% dos alunos viam o lixo como um obstáculo à educação, ela decidiu transformar esse desafio em uma oportunidade de aprendizado. A partir de materiais recicláveis, os alunos criaram protótipos, como um carrinho movido por uma bexiga, que rapidamente despertou o interesse de outros estudantes.
Impacto na comunidade e na educação
Com o envolvimento da comunidade, Débora organizou feiras de tecnologias que atraíram mais de 500 pessoas. O projeto resultou em melhorias significativas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da escola, além de uma redução de 93% na evasão escolar e de 95% no trabalho infantil. Essas conquistas foram possíveis através do engajamento dos alunos e da conscientização dos responsáveis.
Reconhecimento internacional e política pública
O trabalho de Débora foi reconhecido internacionalmente, culminando em sua seleção como a professora mais influente do mundo em 2026, recebendo o prêmio Global Teacher Influencer of the Year. Além disso, sua iniciativa foi incorporada ao currículo do Estado de São Paulo, beneficiando milhões de estudantes. Ela também trabalhou na criação de centros de inovação, onde alunos podem desenvolver projetos criativos.
Visão sobre tecnologia na educação
Em entrevista à Agência Brasil, Débora enfatizou que o uso de tecnologia na educação não depende apenas de dispositivos eletrônicos. Para ela, a criatividade e a inovação são essenciais para o processo de ensino-aprendizagem, e é fundamental que os currículos reflitam a realidade dos estudantes.
O futuro da educação e a continuidade do trabalho
Após sua experiência em São Paulo, Débora se mudou para o Rio de Janeiro, onde implementou um projeto semelhante em escolas tecnológicas. Sua trajetória inspira educadores a buscar novas formas de engajamento e aprendizado, mostrando que errar e idealizar são partes fundamentais do processo educativo.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br