Eleições no Espírito Santo: 90 dias decisivos após a Copa do Mundo

Adam Hunger/Associated Press/Estadão Conteúdo)

A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo marca o fim de um ciclo esportivo e dá início a um novo jogo: as eleições no Espírito Santo. Com a participação da Seleção encerrada, as atenções se voltam para o cenário político, onde o calendário eleitoral já se aproxima rapidamente.

eleições: cenário e impactos

Estamos a 15 dias do início das convenções partidárias, que definirão as candidaturas e os palanques eleitorais. Em 40 dias, as campanhas oficialmente tomarão as ruas, e em menos de três meses, os brasileiros estarão novamente de frente às urnas para as eleições gerais. Assim como a Seleção teve 90 minutos para definir seu destino em campo, os eleitores terão exatos 90 dias para escolher os novos ocupantes das assembleias legislativas, do Congresso Nacional e da Presidência da República.

A escalação capixaba: quem vai entrar em campo?

Na disputa pelo Palácio Anchieta, os principais candidatos já estão em ação. O governador Ricardo Ferraço (MDB), o deputado federal Helder Salomão (PT) e o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), estão em pré-campanha há algum tempo, e as movimentações devem intensificar-se nas próximas semanas.

Os pré-candidatos precisam definir seus companheiros de chapa, especialmente o vice. Este cargo é cobiçado, e partidos aliados ao governo, como PDT, Podemos e a federação União Progressista, já apresentaram nomes para consideração de Ricardo. Como ele não poderá concorrer a um novo mandato em 2030, a escolha do vice se torna ainda mais estratégica, visando a sucessão governamental.

Em entrevista, o governador mencionou que a decisão sobre o vice será coletiva, após discussões com a frente ampla que o apoia, indicando que a escolha pode ser feita apenas nos momentos finais do processo.

Helder, por sua vez, conta com o apoio de sua federação, que inclui PT, PCdoB e PV, além do Psol. Contudo, a necessidade de alinhar interesses internos pode complicar a definição do vice.

No campo de Pazolini, o PSD é o mais cotado para indicar o vice, mas a confirmação ainda não é garantida, uma vez que o Republicanos busca atrair um partido de grande porte para fortalecer sua chapa.

Entra na “repescagem”?

Um partido que ainda não decidiu se terá candidatura própria é o PL, liderado no Estado pelo senador Magno Malta, que também é cotado para a disputa ao governo. A decisão do PL depende de diversos fatores, incluindo a construção de um palanque para o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.

Se o PL optar por uma coligação, é provável que Magno reivindique posições estratégicas, como a indicação do vice-governador e um dos nomes ao Senado, sendo Maguinha Malta, sua filha, a principal aposta para a vaga.

Chave “S”

Nos próximos dias, o foco se voltará para as candidaturas ao Senado, onde duas vagas estão em disputa e ao menos 12 nomes já estão cotados. A competição deve afunilar, uma vez que as campanhas exigem investimentos significativos e muitos partidos precisarão decidir onde alocar seus recursos.

Além disso, a expectativa é que o Estado não tenha mais de quatro candidaturas ao governo, o que significa que alguns pré-candidatos ficarão de fora. A presença de múltiplos pleiteantes dentro do mesmo partido também pode complicar a situação, uma vez que lançar dois nomes ao Senado pode não ser a estratégia mais inteligente.

A Copa terminou para a Seleção, mas o jogo político no Espírito Santo está apenas começando. Com 90 dias até a abertura das urnas, muitas questões permanecem em aberto. Quem será o titular e quem ficará no banco? Qual campanha se destacará? O cenário político se desenha como um verdadeiro campeonato, e as apostas estão abertas.

Fonte: folhavitoria.com.br

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