Este cenário de indefinição eleitoral tem gerado tensões e declarações controversas, especialmente diante das acusações de fraude por parte de um dos candidatos. A nação peruana acompanha atentamente cada atualização do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), ciente de que o resultado final moldará o futuro político do país.
Com quase 93% das atas eleitorais contabilizadas, a corrida pelo segundo lugar nas eleições presidenciais peruanas se desenrola voto a voto. O congressista de centro-esquerda Roberto Sánchez e o conservador ex-prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, estão separados por menos de 10 mil votos, evidenciando a polarização e a fragmentação do eleitorado.
Na mais recente atualização do ONPE, Roberto Sánchez, considerado herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, registrava 1.879.018 votos, o equivalente a 11,98% dos votos válidos. Rafael López Aliaga, por sua vez, acumulava 1.869.206 votos, representando 11,91%. A diferença exata entre os dois era de 9.812 votos. Próximo a eles, Jorge Nieto também se mantinha na disputa, com 11% dos votos.
A candidata Keiko Fujimori, que lidera a apuração com 17% dos votos válidos, já tem sua vaga garantida no segundo turno, previsto para 7 de junho. A expectativa agora se concentra em quem será seu adversário, em uma eleição que promete ser igualmente disputada.
Em meio à apuração apertada, o candidato Rafael López Aliaga lançou um ultimato às autoridades eleitorais peruanas. Ele exigiu a declaração de nulidade do processo, sob a ameaça de convocar uma “marcha em massa” por todo o país, caso suas demandas não fossem atendidas.
Em um palanque improvisado em frente ao tribunal eleitoral, Aliaga afirmou que cerca de 500.000 votos teriam sido “roubados”, embora não tenha apresentado provas concretas para sustentar suas alegações. Essa postura gerou forte repercussão e preocupação sobre a estabilidade do processo democrático.
As declarações de López Aliaga provocaram uma resposta imediata de Keiko Fujimori. Em coletiva de imprensa, a candidata criticou duramente o chamado por uma “insurgência” da população contra o trabalho das autoridades eleitorais. Fujimori enfatizou a importância de respeitar o processo democrático, mesmo diante de um resultado apertado.
“O resultado será muito apertado, será voto por voto. Não vou responder aos insultos de López Aliaga, aos quais já estamos tristemente acostumados. Mas o que não podemos permitir é que uma insurgência seja chamada”, declarou Fujimori, reforçando a necessidade de calma e respeito aos trâmites eleitorais. Para mais detalhes sobre as alegações de Aliaga, veja aqui.
Fonte: infomoney.com.br
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