Republicanos escolhe ex-governador Anthony Garotinho como pré-candidato ao governo do Rio

Republicanos escolhe ex-governador Anthony Garotinho como pré-candidato ao governo do Rio

O Republicanos do Rio de Janeiro decidiu, em Assembleia Geral Extraordinária, que o ex-governador Anthony Garotinho será o pré-candidato ao Palácio Guanabara nas eleições de 2026. A escolha foi unânime e contou com a presença de deputados estaduais e federais do partido.

A decisão foi embasada por uma pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto PREFAB FUTURE, apresentada durante a reunião. O levantamento ajudou a fundamentar a escolha do nome que representará o Republicanos na disputa pelo governo fluminense.

Ainda assim, a indicação de Garotinho precisa ser confirmada na Convenção Estadual do Republicanos, agendada para sábado (25.jul.2026). Durante essa convenção, a sigla também oficializará as candidaturas para outros cargos nas eleições de 2026, conforme o calendário eleitoral.

Em nota, o partido destacou que essa definição faz parte do processo de organização da sigla para o pleito e que continuará discutindo a composição da chapa e as estratégias eleitorais durante a convenção estadual, seguindo os prazos e procedimentos da legislação eleitoral.

Histórico de Controvérsias e Operações da PF

Anthony Garotinho, que já foi preso cinco vezes desde que deixou o cargo, enfrenta acusações de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais. Atualmente, ele responde a esses processos em liberdade.

O ex-governador esteve envolvido na Operação Chequinho, que investigou o uso indevido do programa social Cheque Cidadão, destinado a famílias de baixa renda em Campos dos Goytacazes (RJ). Na época, Garotinho era secretário de governo, e sua esposa, Rosinha Garotinho, era a prefeita. Ambos foram presos em 2016 e 2017 durante a operação.

A investigação revelou que os benefícios eram utilizados para angariar votos para candidatos do grupo político de Garotinho. Ele também foi condenado por supressão de documentos e coação de testemunhas durante o processo eleitoral de 2016.

Recentemente, em março de 2026, o ministro Cristiano Zanin, do STF, anulou a condenação de Garotinho na operação Chequinho, considerando ilegais as provas que fundamentaram sua condenação pela Justiça Eleitoral.

Fonte: poder360.com.br

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