A Eli Lilly, gigante farmacêutica, obteve recentemente a aprovação nos Estados Unidos para sua nova pílula destinada ao tratamento do emagrecimento, um movimento que eleva significativamente a pressão competitiva sobre a Novo Nordisk. Esta última havia lançado seu próprio comprimido contra a obesidade no início do ano, marcando o início de uma nova fase na corrida por soluções para a perda de peso.
A chegada do medicamento da Lilly ao mercado representa um marco importante, não apenas pela inovação que oferece, mas também pela rapidez com que foi avaliado. O processo de revisão levou menos de quatro meses, beneficiando-se de um programa especial da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, desenhado para acelerar o acesso a terapias promissoras que atendam a prioridades nacionais ou supram necessidades médicas não atendidas.
Aprovação acelerada e o novo medicamento da Eli Lilly
A pílula da Lilly, batizada de Foundayo, foi aprovada para auxiliar indivíduos na perda de peso ou na manutenção de uma perda de peso já alcançada. A FDA informou em comunicado que o medicamento será administrado uma vez ao dia, oferecendo uma opção conveniente para os pacientes. As doses iniciais do Foundayo terão um custo mensal de US$ 149 para aqueles que optarem pelo pagamento em dinheiro.
A notícia da aprovação teve um impacto imediato no mercado financeiro. As ações da Eli Lilly registraram um aumento de até 4,5% nas negociações em Nova York, enquanto os recibos de ações (ADRs) da Novo Nordisk apresentaram uma queda, recuando até 2,6%. Este cenário reflete a expectativa dos investidores sobre a acirrada concorrência que se desenha no setor.
A crescente rivalidade no mercado de tratamentos para obesidade
A Eli Lilly tem se posicionado estrategicamente para competir com a Novo Nordisk, que viu sua pílula para perda de peso gerar alta demanda desde sua aprovação em dezembro. A Lilly já antecipou a produção de bilhões de doses de Foundayo, visando garantir um lançamento robusto e rápido. Analistas de Wall Street, ouvidos pela Bloomberg, projetam que as vendas deste novo medicamento possam atingir a marca de US$ 18 bilhões até o ano de 2030.
A Novo Nordisk, por sua vez, tem dependido de sua pílula, que utiliza o mesmo ingrediente ativo de suas bem-sucedidas injeções Ozempic e Wegovy, como um pilar em sua estratégia para recuperar terreno. Embora tenha sido a primeira a entrar no mercado de pílulas nos EUA, a empresa tem enfrentado uma perda de participação para as injeções mais potentes da Lilly nos últimos anos, intensificando a necessidade de inovação em tratamentos para obesidade.
Comparativo entre as pílulas: eficácia e usabilidade no tratamento do emagrecimento
A disputa agora se estende para o segmento de pílulas, que são mais acessíveis em termos de produção e podem ser mais fáceis de administrar, impulsionando o mercado para além de US$ 100 bilhões até 2030. A pílula da Novo Nordisk já registrou mais de 600 mil prescrições, consolidando-se como um dos lançamentos farmacêuticos mais bem-sucedidos da história.
Em estudos clínicos, a pílula de 25 miligramas da Novo Nordisk demonstrou uma perda média de cerca de 13,6% do peso corporal em 64 semanas, considerando inclusive os pacientes que interromperam o tratamento. A empresa argumenta que esses resultados lhe conferem uma vantagem sobre a pílula da Lilly, que, em estudos separados, levou a uma perda de peso ligeiramente menor, de aproximadamente 11%.
No entanto, especialistas médicos afirmam que a perda de peso de 11% observada nos estudos da Lilly é mais do que suficiente para ser considerada clinicamente significativa. Os efeitos colaterais relatados nos testes foram predominantemente gastrointestinais, semelhantes aos observados com as injeções. Uma diferença notável reside nas restrições de dosagem: a pílula da Novo exige que os pacientes a tomem pela manhã, em jejum, com um gole de água e esperem 30 minutos antes de comer ou beber. A pílula da Lilly, por sua vez, não apresenta essas mesmas limitações, o que pode ser um diferencial em termos de conveniência para o paciente. Para mais informações sobre o mercado farmacêutico, você pode consultar fontes confiáveis.
Fonte: infomoney.com.br