Analistas do Goldman Sachs destacam que as provisões do banco continuam sob pressão. As projeções indicam uma queda no lucro antes dos impostos, com uma contração de 19% em relação ao 4T25 e de 53% na comparação anual.
O fraco desempenho financeiro do Banco do Brasil é resultado de uma combinação de fatores. A receita líquida de juros deve apresentar uma queda de 3% em relação ao trimestre anterior, impactada principalmente pelos resultados da tesouraria. Além disso, as provisões para perdas com empréstimos devem aumentar em 4% comparado ao 4T25.
A deterioração do setor agropecuário e as crescentes preocupações com o crédito corporativo e de varejo têm afetado a performance do banco. Embora a exposição a cartões tenha mostrado um leve crescimento de 2% na comparação trimestral, a sazonalidade das tarifas não deve impactar tanto o resultado.
O Itaú BBA considera que este será um dos trimestres mais desafiadores para o Banco do Brasil entre os grandes bancos. A expectativa é de que as despesas com provisões permaneçam elevadas, em torno de R$ 17,4 bilhões, devido à deterioração em todas as carteiras de empréstimos.
O lucro líquido projetado pelo BBA é de R$ 3,6 bilhões, resultando em um ROE modesto de 7,5%. Para atingir a meta de lucro para o ano fiscal de 2026, que varia entre R$ 22 a 26 bilhões, será necessário um aumento significativo nos lucros nos próximos trimestres.
O BTG Pactual também prevê um resultado fraco, com lucro líquido entre R$ 3,0 bilhões e R$ 3,5 bilhões, abaixo das expectativas do mercado. Essa pressão é atribuída à menor margem financeira e às provisões elevadas.
A análise do mercado indica que o desempenho sequencial deve apresentar uma queda significativa em relação ao trimestre anterior, que foi favorecido por um efeito tributário não recorrente. As condições do agronegócio continuam a ser uma preocupação, com risco de frustração nas expectativas para o segundo trimestre.
A qualidade dos ativos do Banco do Brasil é uma preocupação crescente, com a inadimplência aumentando no setor agropecuário e provisões elevadas. A visibilidade de uma recuperação permanece limitada, e o valuation atual não é considerado atrativo em comparação com o histórico do banco.
O BBI projeta um lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, o que representa uma queda de 34% em relação ao trimestre anterior e de 49% na comparação anual, cerca de 12% abaixo das expectativas do mercado. A expectativa é de retração da receita, principalmente devido à menor margem financeira e à sazonalidade das tarifas.
Fonte: infomoney.com.br
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