Ferrari Luce se torna o carro elétrico mais caro do mundo ao ser leiloado por R$ 208 milhões

Ferrari Luce se torna o carro elétrico mais caro do mundo ao ser leiloado por R$ 208 milhões

O Ferrari Luce, o primeiro veículo totalmente elétrico da renomada montadora italiana, alcançou um preço recorde de US$ 40 milhões, aproximadamente R$ 208,9 milhões, durante um leilão beneficente da Sotheby’s. O evento ocorreu na Monterey Car Week, na Califórnia, e o valor supera o recorde anterior estabelecido por um Daytona SP3, que foi vendido por US$ 26 milhões no ano passado.

Apresentado em maio, o Luce foi inicialmente criticado por sua ruptura com a tradição da Ferrari, que sempre se destacou por seus carros esportivos com motores a combustão. O modelo foi oferecido ao público com um preço base de € 550 mil (cerca de R$ 3,32 milhões), mas sua exclusividade e personalização contribuíram para o valor exorbitante alcançado no leilão.

O leilão e suas implicações

O leilão não apenas destacou a demanda crescente por veículos elétricos de luxo, mas também evidenciou a resiliência da Ferrari em um mercado em transformação. Os carros “tailor made” da marca são únicos, feitos sob medida para atender às especificações exatas de cada comprador, o que aumenta seu valor de mercado.

Colaboração com LoveFrom

O desenvolvimento do Luce foi realizado em parceria com a LoveFrom, estúdio de design fundado por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple. O carro combina mais de 1.000 cavalos de potência e apresenta um design inovador com quatro portas, desafiando as expectativas do que um carro elétrico pode ser.

Reação do mercado e futuro da Ferrari

Apesar das críticas iniciais, o CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, afirmou que o Luce está atraindo tanto clientes antigos quanto novos. A montadora, que já havia elevado suas projeções para o ano, vê no Luce uma oportunidade de reafirmar sua posição no mercado de supercarros elétricos.

“O Ferrari Luce não tem nada a ver com os carros elétricos que vocês já viram de outros fabricantes”, disse Vigna. “É preciso vê-lo e dirigi-lo para entender que ele não foi copiado — nem o interior, nem o exterior, nem o desempenho.”

Fonte: infomoney.com.br

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