A Uefa, entidade que rege o futebol europeu, afirmou em comunicado: “Não é da Fifa para vender. Nenhum de nós é dono do futebol.” A proposta de Infantino envolve a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária comercial destinada a gerenciar competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.
A Uefa não hesitou em criticar o projeto, destacando que “a alma e a governança do futebol não são ativos para negociar”. A entidade expressou preocupações sobre a falta de transparência em relação aos lucros que seriam gerados e quem se beneficiaria financeiramente.
Em resposta, a Fifa anunciou que a FFE poderia captar até 4,2 bilhões de dólares ainda este ano para financiar programas de desenvolvimento, com a promessa de que investidores teriam participações minoritárias sem controle sobre as decisões da entidade.
Os planos da Fifa incluem parcerias com investidores como a Thrive Eternal, fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Esses laços políticos levantaram mais preocupações sobre a influência que tais relações poderiam ter sobre a governança do futebol.
A Fifa, atualmente uma associação sem fins lucrativos, precisa da aprovação de suas 211 federações nacionais para avançar com qualquer plano. A proposta inclui a oferta de até 20 milhões de dólares em capital único para cada federação, um aumento significativo em comparação com os 8 milhões de dólares anteriores.
Infantino defendeu a proposta como uma forma de “democratizar o futebol em todo o mundo”, afirmando que um processo de consulta já foi iniciado com os membros da Fifa.
O plano de Infantino representa a segunda tentativa de monetizar a Copa do Mundo durante sua presidência de 11 anos. A Fifa registrou uma receita recorde de aproximadamente 12 bilhões de dólares com o torneio de 2026, mas a viabilidade financeira da edição de 2030, co-organizada por Espanha, Portugal e Marrocos, permanece incerta.
As federações membros terão a opção de decidir se desejam participar das novas oportunidades financeiras, mas a Fifa reafirma que manterá controle exclusivo sobre a governança do futebol e as competições.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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