O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que viajará para os Estados Unidos com o objetivo de defender o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, durante uma audiência pública organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Essa audiência abordará a proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros e está marcada para o dia 7 de julho.
Em um evento do PL no Rio de Janeiro, Flávio expressou sua preocupação com a falta de defesa dos interesses brasileiros nas negociações comerciais com Washington. Ele acredita que o governo atual não está atuando adequadamente para proteger as empresas do Brasil.
Defesa do Pix e críticas ao governo
Flávio Bolsonaro enfatizou a importância do Pix, afirmando que o sistema foi criado durante a presidência de Jair Bolsonaro e não possui tarifas. Ele criticou o atual governo, alegando que o presidente brasileiro está desinteressado nas necessidades das empresas nacionais. “Vou lá para os Estados Unidos defender o nosso Pix, já que o atual presidente do Brasil está se lixando para as empresas brasileiras”, declarou.
Essa declaração foi feita um dia após o senador enviar uma manifestação formal ao USTR, solicitando um adiamento de 180 dias na aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Flávio argumentou que a implementação imediata dessas tarifas beneficiaria politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prejudicaria as empresas de ambos os países.
Pix no centro das discussões comerciais
No documento enviado ao governo americano, Flávio Bolsonaro dedicou parte de sua argumentação ao Pix, que está no centro de uma investigação comercial aberta pelos Estados Unidos. Ele defendeu que o sistema não compete diretamente com empresas privadas de cartões e não substitui serviços como concessão de crédito e resolução de disputas.
Como forma de mitigar as preocupações dos EUA, o senador sugeriu um compromisso para que o Pix não se conecte a sistemas de liquidação financeira considerados “não ocidentais”. Ele também refutou as alegações de conflito de interesse levantadas pelos Estados Unidos, atribuindo a criação do Pix ao governo anterior.
Audiência e participantes
A audiência do USTR faz parte de uma investigação mais ampla sobre práticas comerciais brasileiras, incluindo tarifas de importação e questões relacionadas ao comércio digital. Além de Flávio Bolsonaro, representantes da indústria brasileira, empresas americanas e especialistas em comércio internacional também participarão das discussões em Washington. As contribuições coletadas durante as sessões ajudarão o governo americano a decidir sobre a adoção das novas tarifas, que deve ocorrer ainda este mês.
Fonte: infomoney.com.br