São Paulo – Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil enfrenta a Noruega em um confronto crucial pelas quartas de final da Copa do Mundo, realizado em Nova Jersey, Estados Unidos. A seleção canarinho não apenas busca a classificação, mas também almeja quebrar dois tabus: a primeira vitória sobre a equipe escandinava e a superação de um adversário europeu em jogos eliminatórios de Mundiais.
futebol: cenário e impactos
Histórico de confrontos: Brasil e Noruega
A Noruega se destaca como a única seleção que nunca foi derrotada pelo Brasil, com um histórico de quatro partidas, incluindo dois empates e duas vitórias nórdicas. O primeiro encontro ocorreu em 28 de julho de 1988, no Ullevaal Stadion, em Oslo, terminando em 1 a 1. Jan Age Fjortoft abriu o placar para os noruegueses, mas Edmar igualou para os brasileiros.
Comandada por Carlos Alberto Silva, a seleção brasileira contava com jogadores que se tornariam campeões do mundo em 1994, como Taffarel, Jorginho e Romário. O time da Noruega, por sua vez, incluía atletas cujos filhos estão na atual geração, como Erik Thorstvedt, pai de Kristian Thorstvedt, e Goran Sorloth, cujo filho é Alexander Sorloth.
Reencontros e desfechos inesperados
O segundo embate entre as seleções ocorreu em 30 de maio de 1997, novamente no Ullevaal, onde o Brasil, então invicto há 42 meses, sofreu uma derrota por 4 a 2. A Noruega, com destaque para Tore André Flo, que marcou duas vezes, impôs uma das derrotas mais memoráveis ao Brasil.
O terceiro duelo foi na Copa do Mundo de 1998, onde o Brasil saiu na frente com Bebeto, mas acabou perdendo por 2 a 1, com Flo novamente sendo decisivo. O último jogo entre as seleções aconteceu em 16 de agosto de 2006, terminando em 1 a 1, com Morten Pedersen e Daniel Carvalho anotando os gols.
O peso dos tabus e a busca pela vitória
Além de quebrar o tabu contra a Noruega, vencer neste domingo também significaria para o Brasil a primeira vitória sobre uma seleção europeia em jogos eliminatórios de Copa do Mundo desde 2002, quando derrotou a Alemanha na final. Desde então, o Brasil enfrentou diversas eliminações dolorosas, incluindo as quedas para França, Holanda, Alemanha e Bélgica.
O lateral Douglas Santos expressou a importância do jogo, afirmando que a equipe está motivada para superar esse desafio e encerrar o jejum de vitórias contra adversários europeus. “Esperamos que neste jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes com a vitória”, disse.
Desafios recentes e a pressão por resultados
O Brasil enfrentou uma sequência de eliminações em Copas do Mundo que gerou pressão sobre a equipe. A derrota para a França em 2006, a queda para a Holanda em 2010, o histórico 7 a 1 para a Alemanha em 2014 e a eliminação para a Bélgica em 2018 são lembranças que ainda pesam sobre os jogadores. O atacante Matheus Cunha ressaltou que, apesar das dificuldades passadas, a equipe está focada em escrever uma nova história.
Com a expectativa em alta, a seleção brasileira entra em campo com a missão de não apenas avançar na competição, mas também de superar os desafios históricos que a cercam, em busca de um novo capítulo vitorioso na história das Copas do Mundo.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br