O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes compartilhou, neste sábado (14.jun.2026), um artigo do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em homenagem aos 95 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na publicação, Gilmar afirmou que o Plano Real combinou “vontade política e capacidade institucional” para enfrentar desafios econômicos e sociais.
gilmar: cenário e impactos
O ministro destacou que a chegada de FHC ao Ministério da Fazenda, em 1993, marcou o início de um processo que permitiu ao Brasil superar a hiperinflação e criar condições para o crescimento econômico nas décadas seguintes. Gilmar classificou o Plano Real como “o maior programa social já realizado no Brasil”, argumentando que a estabilização da moeda protegeu principalmente a renda da população mais pobre.
Ao comentar o artigo de Malan, Gilmar ressaltou que o Programa de Ação Imediata, lançado em junho de 1993, partia do entendimento de que a inflação era consequência de problemas estruturais da economia, como o desequilíbrio fiscal e a perda da capacidade de investimento do Estado. A estratégia adotada buscava não apenas controlar os preços, mas reconstruir os fundamentos econômicos do país.
Reflexões de Malan sobre o Plano Real
No texto publicado pelo Estadão, Malan afirma que as discussões durante a formulação do Plano Real permanecem atuais diante dos desafios enfrentados pelo Brasil e outras economias. O ex-ministro destaca que o país voltou a enfrentar questões relacionadas ao baixo crescimento econômico, à desigualdade social e à dificuldade de implementar reformas estruturais.
Malan relembra que o programa de estabilização incluiu medidas voltadas ao equilíbrio das contas públicas, à revisão de dispositivos constitucionais e à reforma monetária que resultou na criação da URV (Unidade Real de Valor), etapa que antecedeu o lançamento do real em 1994.
Na publicação compartilhada por Gilmar, Pedro Malan faz referência ao atual cenário político e econômico, citando a “Carta ao Povo Brasileiro”, divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2002 durante a campanha presidencial. Segundo Malan, seria positivo que compromissos como responsabilidade fiscal, controle da inflação e respeito aos contratos fossem reafirmados em 2026.
Gilmar Mendes comentou que as reflexões de FHC e da geração de formuladores de políticas públicas responsáveis pelo Plano Real servem de referência para períodos de incerteza. O ministro enfatizou que grandes desafios nacionais exigem visão de longo prazo, responsabilidade e capacidade de execução.
Fonte: poder360.com.br