O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou, na última sexta-feira (3 de julho de 2026), o Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro. Esta nova estrutura tem como objetivo principal fortalecer a colaboração entre a União, o Estado do Rio de Janeiro e os municípios fluminenses para o combate ao crime organizado.
governo: cenário e impactos
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a presença constante do escritório no Rio é fundamental, uma vez que o Estado representa os desafios da segurança pública brasileira. “Foi aqui que vimos surgirem algumas das principais transformações do crime organizado contemporâneo, que consolidaram formas sofisticadas de controle territorial armado”, afirmou o ministro.
A inauguração do escritório é uma das ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que já conta com unidades semelhantes em São Paulo e Foz do Iguaçu (PR). Além disso, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro também receberam sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Chico Lucas, secretário nacional de segurança pública, destacou a importância do Coaf no programa, enfatizando que a asfixia financeira das facções é um dos principais eixos de atuação. “Se o objetivo final das organizações criminosas é o lucro, precisamos fechar esse gargalo”, disse o secretário, que mencionou a colaboração com a Anatel para mapear operadoras de telefonia e internet que atuam em favor do crime organizado.
O Escritório Antifacção no Rio de Janeiro também permitirá ao governo federal oferecer mais apoio logístico às forças de segurança do Estado durante operações. “Não é justo que o Rio de Janeiro suporte essa despesa sem o apoio da União”, argumentou Chico Lucas, ressaltando que o escritório atuará em nível estratégico para apoiar outras unidades da federação.
André Garcia, secretário nacional de políticas penais, anunciou que o governo federal reforçará a segurança nos presídios do Estado, doando equipamentos e treinando policiais penais. Garcia informou que 138 presídios em todo o país foram selecionados para receber essas ações, incluindo as principais unidades do Rio, e que operações regionais e nacionais ocorrerão mensalmente.
“Neles, encontramos quase 80% das lideranças criminosas do nosso país. Com isso, pretendemos monitorar, isolar e impedir que esses indivíduos articulem atividades criminosas fora do presídio”, concluiu Garcia.
Fonte: poder360.com.br