Haddad critica Tarcísio e destaca ajuda de Lula para situação em SP

REUTERS/Adriano Machado) – Tarcísio de Freitas (Foto: Divulgação/Cleiby Trevisan)

O pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), respondeu nesta terça-feira, 5, ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A troca de farpas ocorreu após Tarcísio afirmar, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, que Haddad “quebrou o País”.

Haddad argumentou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) herdou uma peça orçamentária “fictícia” da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que previa um déficit primário de R$ 63 bilhões em 2023. O petista enfatizou que a situação fiscal do Brasil é muito diferente da que foi deixada por Bolsonaro.

Críticas à gestão fiscal de Tarcísio

Durante sua fala, Haddad mencionou que, somando calotes em precatórios e outras obrigações, o déficit entregue por Bolsonaro a Lula ultrapassou R$ 200 bilhões. Ele criticou a administração de Tarcísio, afirmando que a situação fiscal de São Paulo só não é pior devido à ajuda do governo Lula e à venda de patrimônio público em “certames duvidosos”.

Haddad também acusou Tarcísio de ter gerado o pior resultado orçamentário da história do estado e de ter piorado significativamente o resultado primário nos três primeiros anos de sua gestão.

Defesa de Tarcísio e críticas a Haddad

Em resposta, Tarcísio afirmou que Haddad não tem autoridade para criticar sua gestão, atribuindo a ele um legado de deterioração fiscal durante seu tempo no governo federal. O governador destacou o aumento da relação dívida/PIB e o crescimento da carga tributária, além do endividamento das famílias e o aumento do número de empresas em recuperação judicial.

Durante um evento de balanço anual do governo paulista, Tarcísio também fez críticas indiretas ao presidente Lula, insinuando que algumas pessoas deveriam ser “aposentadas” este ano, em referência ao apoio que dá ao senador Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência.

Perspectivas fiscais e desafios futuros

Haddad, em sua crítica, mencionou que Tarcísio afirma ter um caixa bruto de R$ 23 bilhões em 2025, mas não considera as obrigações já contratadas, que reduzem esse valor para apenas R$ 5,4 bilhões. Essa discrepância levanta preocupações sobre a real saúde financeira do estado.

O embate entre os dois políticos reflete a intensa disputa eleitoral em São Paulo, onde questões fiscais e administrativas estão no centro do debate. As próximas eleições prometem ser um campo de batalha para as diferentes visões sobre a gestão pública e os rumos do estado.

Fonte: infomoney.com.br

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