Nos títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 viu sua taxa cair de 14,13% na terça-feira para 14,06% nesta manhã. O Tesouro Prefixado 2032 recuou de 14,50% para 14,43%, ambos com uma redução de 7 pontos-base. O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 também apresentou queda, passando de 14,50% para 14,44%.
Nos títulos atrelados à inflação, o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 registrou a maior queda do grupo, de 7 pontos-base, reduzindo sua taxa de 7,70% para 7,63%. Outros títulos, como o IPCA+ 2050 e o IPCA+ 2032, também apresentaram recuos, com as taxas caindo para 7,23% e 7,95%, respectivamente.
O principal fator que contribuiu para o resultado do IPCA-15 foi a redução de 6,25% nas tarifas de energia elétrica residencial, que impactou em 0,26 ponto percentual no índice. O grupo Habitação teve uma queda de 1,41%, seguido por Transportes, que recuou 1,00%, influenciado pela diminuição de 13,30% nas passagens aéreas. A categoria de Alimentação e bebidas também cedeu, com uma queda de 0,57%.
J. R. Faria, diretor da Wagner Investimentos, comentou que a redução nas tarifas é um evento não recorrente, uma vez que o bônus de Itaipu proporcionou um desconto de aproximadamente 8% nas contas de consumidores que consomem até 350 kWh por mês. Apesar disso, ele destacou que a média dos núcleos subiu apenas 0,23%, e que a difusão ficou pouco acima de 52%, o que é considerado um bom sinal. Faria também ressaltou a importância de monitorar os números futuros, uma vez que o período de sazonalidade favorável para a inflação está chegando ao fim.
Leonardo Costa, economista do ASA, indicou que o resultado sugere uma revisão para baixo na projeção do IPCA cheio de agosto, que atualmente está em -0,17%. Ele observou que, apesar da surpresa negativa estar concentrada em itens voláteis, o balanço qualitativo permanece benigno no curto prazo, com núcleos apresentando resultados melhores do que o esperado.
No cenário internacional, o núcleo do índice de preços PCE, que é a medida de inflação preferida do Federal Reserve, subiu 0,2% em julho, conforme esperado, embora esse dado não tenha refletido nas taxas do Tesouro Direto até o momento da atualização.
Taxas do Tesouro Direto às 9h22 desta quarta-feira (26):
| Título | Rendimento Anual | Vencimento |
|---|---|---|
| Tesouro Reserva 2036 | SELIC | 01/01/2036 |
| Tesouro Selic 2031 | SELIC + 0,073% | 01/03/2031 |
| Tesouro Prefixado 2029 | 14,06% | 01/01/2029 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 14,43% | 01/01/2032 |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 14,44% | 01/01/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2032 | IPCA + 7,95% | 15/08/2032 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 | IPCA + 7,63% | 15/05/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,44% | 15/08/2040 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | IPCA + 7,43% | 15/05/2045 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | IPCA + 7,23% | 15/08/2050 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | IPCA + 7,29% | 15/08/2060 |
Fonte: infomoney.com.br
PUBLICIDADE