Recentes investigações da Polícia Federal (PF) trouxeram à tona mensagens que envolvem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Jaques Wagner (PT-BA). As conversas, que ocorreram em julho de 2024, sugerem que Wagner atuou como intermediário entre Vorcaro e Lula, levantando preocupações sobre a influência política do Banco Master na Bahia e no Palácio do Planalto.
Mensagens reveladoras e o papel de Jaques Wagner
As mensagens obtidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, no âmbito da Operação Compliance Zero, mostram que Vorcaro pediu para que uma mensagem fosse enviada a Lula. “Manda pro Lula”, teria dito o banqueiro, indicando uma possível relação direta entre ele e o presidente.
A conversa entre Vorcaro e Fernando Mascarenhas Filho, diretor comercial do Banco Master, destaca a percepção de que a instituição financeira estaria próxima do governo federal. Mascarenhas comparou essa proximidade à dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da J&F, afirmando: “Única coisa que falaram que somos próximos do governo, igual irmãos batista são. O que é verdade rsrs”.
Investigação da Polícia Federal e as suspeitas de influência
A PF investiga se o Banco Master, sob a liderança de Vorcaro, exerceu influência indevida sobre a política local. O senador Jaques Wagner nega qualquer envolvimento com o banqueiro ou intermediação em favor da instituição. As mensagens sugerem, no entanto, uma relação que pode comprometer a integridade do processo político na Bahia.
O relatório da PF afirma que as conversas entre Vorcaro e Mascarenhas indicam uma proximidade entre o banqueiro e figuras políticas influentes. A análise do celular de Vorcaro revelou contatos frequentes com Wagner, agendamentos de encontros e acesso direto ao número pessoal do senador.
Operação Compliance Zero e os desdobramentos
A revelação das mensagens coincide com a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou em mandados de busca e apreensão contra Jaques Wagner. A PF investiga se o senador recebeu vantagens indevidas de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, com transações suspeitas envolvendo valores significativos.
- A compra de um apartamento no valor de R$ 2,5 milhões.
- Repasses que somam R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada a um familiar do senador.
Posicionamentos dos envolvidos
Em resposta às acusações, Jaques Wagner afirmou que não pode ser responsabilizado por diálogos de terceiros e que não existe relação com Daniel Vorcaro. A defesa de Augusto Ferreira Lima também se manifestou, alegando que as buscas eram desnecessárias e que o empresário sempre atuou dentro da legalidade.
O Palácio do Planalto, procurado para comentar a situação, não se manifestou até o momento.
*Com informações do Poder 360 e ND Mais
Fonte: folhavitoria.com.br