As fontes não forneceram detalhes sobre a extensão do avanço além da chamada ‘Linha Amarela’. Esta linha, distinta da ‘Linha Azul’ demarcada pela ONU, marca a fronteira entre o Líbano e Israel após a retirada israelense em 2000. Ela faz parte de uma zona tampão proposta que se estende entre 5 km e 10 km no sul do Líbano, onde as tropas israelenses continuam a operar em vilarejos amplamente abandonados.
Um oficial militar israelense declarou que as operações visam remover ameaças diretas aos cidadãos israelenses, afirmando que os soldados atuam de acordo com as diretrizes do escalão político. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em declarações recentes, enfatizou que Israel intensificará os ataques contra o Hezbollah, enquanto autoridades dos EUA alertaram que o grupo apoiado pelo Irã ignorou avisos para cessar ataques que poderiam prejudicar as negociações em curso.
Nesta terça-feira, Netanyahu afirmou que as forças israelenses estão operando com “grandes forças em terra” no sul do Líbano e assumindo o controle de “áreas estratégicas”. Em resposta, o Hezbollah anunciou que está atacando as forças israelenses que avançam em direção à cidade de Zawtar al-Sharqiya, utilizando drones explosivos, foguetes e artilharia. O Exército israelense, por sua vez, atacou várias cidades no sul do Líbano e no Vale de Bekaa, emitindo novos avisos de retirada.
O Ministério da Saúde do Líbano reportou que o número acumulado de mortos pela ofensiva israelense desde 2 de março chegou a 3.213, com 9.737 feridos até 26 de maio. Em contrapartida, os militares israelenses afirmam que o Hezbollah lançou drones explosivos contra suas tropas e cidades do norte de Israel, resultando na morte de pelo menos 11 soldados desde o cessar-fogo. A Organização Mundial da Saúde também relatou que pelo menos 608 pessoas no Líbano foram mortas em ataques israelenses desde a trégua, embora o Hezbollah não tenha divulgado números sobre suas próprias baixas.
A escalada das operações militares de Israel no sul do Líbano levanta preocupações sobre a possibilidade de um aumento na violência e nas tensões na região. Com ambos os lados se preparando para um possível confronto, a situação permanece volátil e pode impactar as negociações em andamento para a paz. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, temendo que a escalada do conflito possa resultar em uma crise humanitária ainda mais profunda.
Fonte: infomoney.com.br
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