A revisão das expectativas reflete a análise dos dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que indicam uma perda gradual de dinamismo na economia. Segundo o relatório do economista-chefe do Itaú, Diogo Guillen, os dados sugerem um cenário de desaceleração.
O Itaú também incorporou um cenário de El Niño forte em suas previsões, que deve impactar negativamente a agropecuária, especialmente com a possibilidade de quebra na safra de milho. A produção de soja, por outro lado, deve se manter estável.
Em relação ao mercado de trabalho, o Itaú manteve a estimativa de desemprego em 5,7% para 2026, mas elevou a projeção para 2027 de 6,0% para 6,1%, refletindo a revisão do PIB. Essa mudança indica uma expectativa de desaceleração na criação de empregos à medida que a economia enfrenta desafios.
Para o segundo semestre de 2026, o banco prevê uma desaceleração contínua, com crescimento de 1,9% no terceiro trimestre e 1,8% no quarto. Essas projeções refletem a perda de tração do estímulo fiscal e os efeitos da política monetária contracionista.
A revisão das expectativas do Itaú destaca a complexidade do cenário econômico brasileiro, que enfrenta desafios tanto internos quanto externos. A combinação de fatores como a política fiscal, as condições climáticas e as dinâmicas do mercado de trabalho serão cruciais para determinar a trajetória do crescimento nos próximos anos.
Fonte: cnnbrasil.com.br
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