O presidente do PSD, Gilberto Kassab, declarou nesta terça-feira (27.out.2026) que está “à disposição” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para colaborar com o governo eleito. No entanto, enfatizou que o partido manterá sua autonomia e não aceitará uma relação de “submissão”.
Kassab afirmou: “É evidente que cabe a nós, e seria assim com o outro governo, ficar à disposição para ajudar naquilo que a gente tem pedido que seja proposto e que seja bom para o Brasil“. A declaração foi feita durante um evento do Dominium Group.
O dirigente ressaltou que o apoio ao governo estará condicionado à agenda defendida pelo partido. Entre as prioridades do PSD, ele mencionou a adoção do voto distrital misto como a principal bandeira da sigla daqui por diante.
“Que o presidente entenda que não haverá submissão, como não haveria também submissão a Flávio”, declarou Kassab, referindo-se ao candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL). “Queremos ajudá-lo a ser um bom presidente, mas estaremos atentos, vigilantes para fiscalizar e para rejeitar aquilo que o presidente [propuser] que não seja o melhor para o Brasil”, continuou.
O presidente do PSD também abordou as diferentes correntes dentro do partido durante a campanha presidencial, destacando que alguns integrantes estavam mais próximos de Lula, enquanto outros se alinhavam a Flávio Bolsonaro. Kassab enfatizou que o partido reúne diversas correntes políticas, mas pretende colaborar com o governo sem abrir mão da fiscalização.
Além disso, Kassab defendeu o fortalecimento da cláusula de desempenho, que condiciona o acesso a recursos do fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral ao desempenho nas urnas. Ele argumentou que o Brasil deveria avançar para um sistema com 8 ou 9 partidos, em vez dos 14 atualmente representados no Congresso.
Para Kassab, a cláusula de desempenho, associada ao fim das coligações proporcionais, pode ser um passo importante para reduzir a fragmentação partidária.
Fonte: poder360.com.br