Lula prioriza crescimento econômico e minimiza preocupação com dívida pública

Lula prioriza crescimento econômico e minimiza preocupação com dívida pública

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, em entrevista à TV Globo, que a dívida pública não é sua principal preocupação no momento. Segundo ele, o foco deve estar no crescimento econômico, que considera essencial para melhorar a situação fiscal do país em um possível novo mandato.

Questionado sobre a necessidade de ajustes nas contas públicas a partir de 2027, Lula evitou detalhar quais despesas poderiam ser cortadas, afirmando que sua prioridade é manter a economia em expansão. “O meu estabelecimento é fazer esse país crescer”, enfatizou.

Crescimento como estratégia fiscal

Lula argumentou que um aumento no crescimento econômico contribui para reduzir a relação da dívida com o Produto Interno Bruto (PIB). Ele mencionou os resultados positivos desde 2023 e comparou a situação do endividamento brasileiro com a de economias desenvolvidas como Estados Unidos, Japão e Itália. “A mim não preocupa a dívida”, afirmou.

Pressão sobre o endividamento e política monetária

O presidente atribuiu parte da pressão sobre o endividamento ao nível de juros, criticando a política monetária vigente durante parte de seu atual governo. Ele destacou que, ao assumir a presidência em 2023, encontrou uma situação fiscal deteriorada, lembrando que seu governo anterior havia alcançado superávits primários significativos.

Desafios fiscais e compromisso com responsabilidade

Com a dívida bruta brasileira próxima de 82% do PIB, Lula reconhece que a discussão fiscal será central na próxima campanha. Ele recordou que deixou o país crescendo a uma taxa de 7,5% e que, ao retornar, encontrou um crescimento de apenas 1%. “Se tem alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal, sou eu”, afirmou, referindo-se à sua gestão.

Expectativas para o futuro

Com o Orçamento de 2027 sendo preparado com uma meta de superávit primário, Lula reafirmou que seu foco não está em cortes imediatos, mas sim em garantir um crescimento econômico sustentável. Ele citou o pagamento antecipado da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) como um exemplo de sua abordagem responsável em relação à economia.

Fonte: infomoney.com.br

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