Na manhã de hoje, manifestações intensas bloquearam trechos da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier, na região da Mangueira, em resposta a uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A ação ocorreu na Favela do Metrô, localizada na zona norte da capital fluminense, e resultou em um clima de tensão na comunidade.
Após a retirada dos policiais, manifestantes atearam fogo em pneus e contêineres de lixo, criando barricadas na Avenida Rei Pelé. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas, utilizando água de várias viaturas.
Reações e impactos no trânsito
O trânsito na região ficou caótico, com motoristas tentando se afastar do local em meio à confusão. No sentido Méier, a lentidão foi notável, afetando o acesso pela Avenida Rei Pelé, enquanto no sentido Centro, a Rua São Francisco Xavier também registrou reflexos negativos.
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), situada nas proximidades, recomendou que alunos, professores e funcionários evitassem o campus Maracanã durante os tumultos. A instituição está monitorando a situação e orientou que aqueles presentes permanecessem no local.
Operação policial e alegações de violência
De acordo com a Polícia Civil, os agentes foram atacados a tiros durante a operação em um ferro-velho associado ao tráfico de drogas. A Secretaria de Estado de Polícia Civil ressaltou que não houve revide por parte dos policiais e enfatizou que a responsabilidade pela violência recai sobre os criminosos que atacam os agentes.
Impacto no transporte público
O sindicato Rio Ônibus informou que veículos foram utilizados como barricadas na Rua São Francisco Xavier, afetando 19 linhas de ônibus que operam na região. Os ônibus da linha A29046 – 457, que liga Abolição a Copacabana, foram os mais impactados.
As manifestações e a resposta policial levantam questões sobre a segurança pública e a relação entre a polícia e a comunidade, refletindo um cenário de tensão e descontentamento.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br