Meta explica falhas em postagens de Lula por problemas técnicos e nega favorecimento a Bolsonaro

Meta explica falhas em postagens de Lula por problemas técnicos e nega favorecimento a Bolsonaro

A Meta, empresa responsável por plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, atribuiu as falhas na distribuição de publicações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a problemas técnicos. A declaração foi feita após a campanha petista relatar dificuldades na visibilidade de seus conteúdos nas redes sociais.

No último domingo (11.out.2026), a companhia negou que estivesse favorecendo o candidato Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno. A manifestação da Meta ocorre após a campanha de Lula acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) por suspeitas de interferência eleitoral.

Para o PT, a plataforma teria restringido o alcance de conteúdos favoráveis a Lula, além de apresentar falhas no impulsionamento de publicações. A Meta, por sua vez, afirmou que “as alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”, ressaltando que os problemas técnicos não afetaram apenas o Brasil.

A campanha de Lula contestou a justificativa da Meta, alegando que a empresa não apresentou evidências de que as falhas afetaram outros candidatos. O PT destacou que a conta de anúncios do presidente foi desativada durante o primeiro turno e que houve interrupções nas visualizações de publicações.

Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT revelou que o perfil de Flávio Bolsonaro registrou, em média, 2,96 vezes mais engajamento que o de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores. Essa diferença, segundo o PT, não comprovaria interferência da plataforma.

No sábado (10.out), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta apresentasse explicações técnicas sobre as supostas restrições no prazo de 48 horas. A empresa deve detalhar limitações na entrega de publicações e os motivos para a desativação da conta de anúncios da campanha petista.

O juiz também solicitou informações sobre uma rede de 255 perfis automatizados no Instagram que, segundo a coligação de Lula, teria divulgado conteúdos contrários ao presidente. Após a manifestação da Meta, a campanha e a Procuradoria Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se pronunciar antes da análise do pedido de urgência.

Fonte: poder360.com.br

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