De acordo com André Araújo, CEO da Real Price, a região atingiu um “platô de preço”, indicando que a valorização pode estar estabilizada. “O mais correto é dizer que a região vive hoje um ‘platô de preço’, e não um teto definitivo de valorização”, afirma Araújo.
Um estudo da Real Price revelou que apartamentos localizados até 500 metros de uma estação da Linha 6 já apresentam um prêmio médio de 10,8% em relação a imóveis situados a mais de 1,5 quilômetro do corredor. Essa valorização é um reflexo da expectativa de melhorias na mobilidade urbana que a linha proporciona.
O levantamento analisou 1,36 milhão de transações imobiliárias registradas entre 2006 e 2026. Os dados mostram que, mesmo antes da inauguração das estações, o mercado já reagia à expectativa de valorização. A estabilidade do prêmio ao longo do tempo indica que muitos ganhos foram capturados durante os anos de obra.
As comparações com a Linha 4-Amarela, que já está consolidada há 15 anos, servem como referência para entender os impactos da Linha 6. A maturidade da Linha 4 permite uma análise mais precisa sobre o comportamento do mercado em relação a novos corredores de metrô.
Entre as seis estações inauguradas, os maiores avanços de valorização ocorreram no trecho mais consolidado da Linha 6. Nos triênios de 2019 a 2021 e 2024 a 2026, o valor médio do metro quadrado subiu 31% nos imóveis localizados a até 1 km da estação Perdizes, 28% na região da estação Sesc Pompeia e 25% nos arredores da futura estação Água Branca.
Fonte: infomoney.com.br
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