Além de Motta e Nogueira, estavam a bordo os deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões. A PGR argumentou que, apesar da presença de autoridades com prerrogativa de foro, não há indícios de envolvimento nos fatos investigados. As imagens de segurança do aeroporto mostraram que os passageiros passaram pelo procedimento de fiscalização sem irregularidades.
A PGR destacou que não há registros de etiquetas nas bagagens, o que impossibilita a conexão dos passageiros a eventuais condutas criminosas. “Não há, enfim, indício de conexão dos passageiros do voo com eventual conduta de interesse criminal”, afirmou a procuradoria.
A investigação, que foi aberta em janeiro, visava apurar possíveis crimes de prevaricação e facilitação de contrabando. O jatinho em questão havia pousado em São Roque, interior de São Paulo, após um voo da ilha caribenha de São Martinho. A Polícia Federal (PF) identificou que um tripulante da aeronave não seguiu o procedimento normal de fiscalização ao desembarcar as malas.
Com a decisão de Moraes, a investigação seguirá apenas em relação ao dono e ao piloto do avião, que não possuem foro privilegiado. A PF continua a apurar a origem das bagagens e seu conteúdo, embora tenha afirmado que não é possível determinar a quem pertencem.
O caso ganhou notoriedade após ser revelado pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmado pelo GLOBO. A decisão de Moraes e a atuação da PGR refletem a complexidade das investigações envolvendo figuras públicas e a necessidade de rigor na apuração de possíveis irregularidades.
Fonte: infomoney.com.br
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