El Niño pode intensificar chuvas no Brasil entre outubro e dezembro

© Marciel Bezerra/GOVCE

O fenômeno El Niño, que se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, pode atingir uma intensidade muito forte entre outubro e dezembro, período que marca a transição da primavera para o verão no Brasil. A atualização sobre o monitoramento foi divulgada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

Esse fenômeno é notável pelo aumento da temperatura das águas, que devem ficar, pelo menos, 0,5 °C acima da média por alguns meses. Além disso, há alterações na circulação atmosférica, com ventos que normalmente sopram de leste para oeste perdendo intensidade.

A meteorologista Marilene de Lima, do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina, ressalta que o aquecimento das águas deve se manter nos próximos meses para que se possa avaliar a magnitude do El Niño e seus impactos no Brasil. “Temos pelo menos sete meses para determinar se realmente se trata de um El Niño. Isso pode resultar em mais umidade e chuvas acima da média, especialmente no Sul do Brasil”, afirma.

No período de 2023 a 2024, o El Niño já provocou fortes chuvas no Sul e seca na região Norte do país. As previsões indicam que as precipitações continuarão acima da média na região Sul durante o inverno e a primavera, quando o fenômeno deve alcançar seu pico.

Marilene de Lima também esclarece que o El Niño, por si só, não é sinônimo de chuvas intensas. “O fenômeno pode estar presente, mas sua intensidade depende da combinação com frentes frias e outros sistemas atmosféricos que transportam umidade para a região. Essa interação é crucial para dias consecutivos de chuvas intensas”, explica.

As medições da temperatura da água são atualizadas mensalmente. Se as previsões se confirmarem, o fenômeno poderá evoluir para um “super El Niño”, caracterizado por águas pelo menos 2 °C acima do normal.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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