A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) divulgou uma nova previsão que aponta para um aquecimento significativo das águas do Pacífico, com uma probabilidade de 95% de ocorrência de um El Niño Muito Forte a partir de setembro. A NOAA também estima que há 69% de chance de que este fenômeno seja o mais intenso já registrado desde 1950.
No Brasil, a influência do El Niño deverá causar mudanças climáticas importantes em diversas regiões. Um boletim elaborado por órgãos federais aponta que o fenômeno deve permanecer ativo pelo menos até o início de 2027. A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Anete Fernandes, explica as características desse fenômeno.
Segundo Fernandes, um El Niño é classificado como forte quando as temperaturas das águas estão acima de dois graus em relação à média. “Os efeitos de um El Niño forte são potencializados e intensificados. Com 95% de chance de um El Niño Muito Forte, é essencial que a população fique atenta às notícias”, alerta.
A meteorologista também orienta a população sobre como se informar adequadamente sobre o fenômeno. “É importante acompanhar os veículos de comunicação que fazem um bom trabalho de divulgação. Em caso de dúvidas ou informações exageradas, recomenda-se consultar instituições oficiais como o INMET, CPTEC, CEMADEN e INPE, que monitoram a evolução do fenômeno diariamente”, acrescenta.
As previsões do Inmet para o período de agosto a outubro indicam um aumento das chuvas na Região Sul, enquanto no centro-norte do Brasil a expectativa é de precipitações abaixo da média. No setor agrícola, as expectativas são positivas para a colheita do milho de segunda safra e do algodão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto o excesso de chuvas no Sul pode dificultar a colheita e aumentar a incidência de doenças nas lavouras.
Outro alerta importante é em relação ao calor. As previsões indicam temperaturas acima da média durante o segundo semestre, elevando o risco de ondas de calor e incêndios florestais em várias áreas do país.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br