A Polícia Civil conduz a investigação de um feminicídio registrado na última terça-feira (27), no quilômetro 463 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina (SP). A empresária Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi morta a tiros após uma discussão na entrada de uma propriedade rural da região.
Detalhes da viagem e da dinâmica do crime
A vítima havia saído de Perdizes (MG), cidade onde residia, e percorrido cerca de 100 quilômetros na companhia do irmão e de uma amiga. O objetivo da viagem era devolver uma caminhonete pertencente a João Roberto Bolelli, de 62 anos, com quem ela desejava romper o envolvimento afetivo.
Durante o encontro, um desentendimento sobre a devolução de aparelhos celulares culminou na agressão armada. “Foi muito rápido, em uma fração de segundos”, relatou à EPTV o irmão da vítima, Geovane Santana, que testemunhou o homicídio.
Após ser atingida no abdômen, a jovem foi socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde local, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito fugiu utilizando o veículo devolvido e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Pedregulho (SP) no dia seguinte, sendo considerado foragido.
Histórico do investigado e antecedentes
O pecuarista João Roberto Bolelli possui registros anteriores de violência contra a mulher. Em junho de 2018, foi preso preventivamente por descumprir medidas protetivas destinadas a uma ex-companheira, recebendo posteriormente condenação em regime aberto confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em 2022. O homem também acumula condenação por vias de fato ocorrida em 2017 e responde a disputas judiciais de herança familiar.
De acordo com relatos prestados à polícia, o investigado não aceitava o término e mantinha comportamento perseguidor, chegando a monitorar a vítima e a proferir ameaças de que “se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém”.
Contexto familiar e trajetória da vítima
Natural de Perdizes, Priscila atuava no setor de marketing digital e ajudava no sustento dos parentes desde a juventude. “Nunca precisou de nada de ninguém”, destacou o irmão Geovane ao relembrar a trajetória profissional da empresária, que iniciou as atividades laborais aos 16 anos como bartender.
As autoridades policiais seguem com as diligências sob a coordenação do delegado Fábio Branquinho, analisando o aparelho celular da vítima e coletando depoimentos para esclarecer integralmente o caso de violência de gênero que chocou o interior paulista.
Fonte: G1 Geral