O contrato mais líquido do ouro encerrou em alta nesta quarta-feira, 22, alcançando o nível de US$ 4.100. O principal fator que continua a atrair a atenção dos investidores é o conflito entre Estados Unidos e Irã, que gera reflexos inflacionários e impacta a atividade econômica global. Com os rendimentos dos Treasuries ainda em alta, impulsionados pelas expectativas de uma política monetária mais restritiva do Federal Reserve (Fed), a tendência de alta nas cotações do ouro reflete a busca por oportunidades de compra após uma recente desvalorização significativa da commodity.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto fechou com um aumento de 1,85%, cotado a US$ 4.151,9 por onça-troy. A prata para setembro também apresentou valorização, subindo 2,01%, a US$ 60,298 por onça-troy.
Analistas do ING destacam que a recuperação do ouro parece ser impulsionada mais por um novo interesse comprador após um período de consolidação do que por mudanças significativas no cenário geopolítico ou macroeconômico. Embora as tensões no Oriente Médio continuem a sustentar a valorização dos metais preciosos, os mercados estão avaliando dados econômicos mais fracos dos EUA em relação aos riscos inflacionários decorrentes do aumento dos custos de energia.
Thierry Wizman, estrategista global de câmbio e taxas de juros do Macquarie Group, observa que o conflito atual gera mais preocupações sobre uma desaceleração do crescimento global do que sobre uma recuperação da inflação. Ele ressalta que os rendimentos dos títulos não aumentaram de forma significativa, e os pontos de equilíbrio da inflação não se deslocaram muito desde a recente alta dos preços do petróleo.
Fonte: infomoney.com.br