Outubro Rosa: como as mulheres podem assegurar a saúde financeira a longo prazo

Outubro Rosa: como as mulheres podem assegurar a saúde financeira a longo prazo

Durante o Outubro Rosa, a discussão sobre saúde geralmente foca em aspectos físicos, mas a saúde financeira das mulheres também merece atenção. Com uma expectativa de vida média de 79,9 anos, segundo o IBGE, as mulheres enfrentam o desafio de garantir uma aposentadoria que pode durar até 35 anos. Nesse contexto, o planejamento financeiro se torna essencial para preservar a autonomia na terceira idade.

Apesar de viverem mais, as mulheres frequentemente acumulam menos recursos para o futuro. A Pesquisa FeMa Meter, divulgada em 2026, revela que, embora 44,9% dos contratos de previdência privada sejam assinados por mulheres, o valor médio dos aportes é de R$ 13.187, cerca de 30% inferior ao dos homens, que contribuem em média R$ 17.218.

Camila Maximo, consultora em seguros e presidente da Sou Segura, destaca que essa disparidade reflete a trajetória profissional feminina, marcada por salários menores e interrupções na carreira. Para garantir uma aposentadoria segura, especialistas sugerem cinco passos práticos que combinam formação de reserva e proteção patrimonial.

1. Calcular o custo de vida e prever a inflação da saúde

O primeiro passo é estimar a renda necessária para manter o padrão de vida desejado na aposentadoria. Carlos Castro, sócio-fundador da SuperRico, recomenda organizar o orçamento em três categorias: despesas essenciais, gastos sociais e investimentos. Ele alerta que a inflação da saúde deve ser considerada, já que as despesas médicas tendem a aumentar com o tempo.

Além disso, é importante planejar os custos com saúde, que incluem consultas, medicamentos e cuidadores. Tatiana Cardoso, da MAG Gestão Previdenciária, ressalta a necessidade de prever esses gastos para evitar surpresas financeiras no futuro.

2. Conferir o histórico de contribuições ao INSS

Verificar o extrato do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) é crucial para checar vínculos e salários. Para quem é empregada, o recolhimento é feito pelo empregador, enquanto autônomas e PJs devem gerenciar suas próprias contribuições. Tatiana alerta que ser sócia de uma empresa não garante que todas as contribuições necessárias estejam sendo feitas.

3. Formar reserva de emergência e automatizar a poupança

É fundamental ter uma reserva de emergência que cubra de 3 a 6 meses de gastos essenciais. Essa reserva deve ser mantida separada dos investimentos para aposentadoria, garantindo acesso ao dinheiro quando necessário. Para facilitar a poupança, Castro sugere utilizar a previdência privada como uma forma de disciplina orçamentária.

4. Investir em educação financeira

O conhecimento sobre finanças é uma ferramenta poderosa. Participar de cursos e workshops pode ajudar as mulheres a se sentirem mais seguras em relação às suas decisões financeiras. A educação financeira permite uma melhor compreensão sobre investimentos, previdência e gestão de despesas.

5. Buscar produtos financeiros adequados

Por fim, é importante pesquisar e escolher produtos financeiros que atendam às necessidades individuais. Isso inclui seguros, previdência e investimentos que se alinhem aos objetivos de longo prazo. Consultar um especialista pode ser uma boa estratégia para encontrar as melhores opções.

Fonte: infomoney.com.br

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