O PDT no Espírito Santo está determinado a colocar sua maior liderança na chapa governista para as próximas eleições. O ex-prefeito Sergio Vidigal é o nome escolhido para ser o vice de Ricardo Ferraço (MDB) na disputa pelo Palácio Anchieta.
A proposta já foi discutida entre o presidente estadual do PDT, Alessandro Comper, e o vice-presidente do PDT de Vitória, Júnior Fialho. A pauta será levada para uma reunião da Executiva estadual que ocorrerá em breve.
A decisão de pleitear a vice na chapa de Ricardo já está tomada. “O PDT vai pleitear a vice. Vai defender o nome de Vidigal”, afirmou Fialho.
Comper reforçou a intenção: “Teremos uma reunião da Executiva nos próximos dias. O sentimento é muito positivo entre os membros”.
O trunfo do PDT
Integrando a base aliada do governo estadual, o PDT tem como principal vantagem a liderança no maior município do Espírito Santo, Serra, que conta com um expressivo colégio eleitoral. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Serra possui 356.147 eleitores, a maioria dos quais tende a apoiar o atual governo.
Vidigal é reconhecido como uma das figuras políticas mais influentes da Serra. Em 2024, sua liderança foi fundamental para a eleição de seu sucessor, Weverson Meireles (PDT), que conquistou 60,48% dos votos no segundo turno.
O ex-prefeito, que já ocupou cargos como deputado federal e estadual, tem um capital político significativo, o que pode ajudar a aumentar o apoio a Ricardo na Grande Vitória, segundo a análise dos dirigentes do PDT.
Movimentos políticos e estratégias
Vidigal foi considerado um “plano B” para a sucessão ao Palácio Anchieta pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB) e chegou a ser convidado para assumir a Secretaria de Desenvolvimento. Com a escolha de Ricardo para a candidatura ao governo, Vidigal também foi cogitado para o Senado, mas atualmente a única alternativa em discussão é a vice.
Além disso, o filho de Vidigal, Serginho, se filiou ao Podemos para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, após o PDT não conseguir formar uma chapa federal competitiva. A movimentação política da família continua a ser uma prioridade, visando a eleição de Serginho.
Negociações com o governador
Os dirigentes do PDT ainda não apresentaram a proposta ao governador. O anúncio do vice geralmente ocorre por último para não prejudicar as negociações com outros aliados. “Na hora oportuna, o assunto será tratado pelo governador com todos os partidos envolvidos”, explicou Comper.
Outros partidos da coligação, como o Podemos e a federação União Progressista, também estão interessados na vaga de vice, o que torna a disputa ainda mais acirrada.
Perspectivas futuras
Se Ricardo vencer as eleições, ele não poderá se reeleger em 2030, o que significa que a escolha do vice será crucial para a continuidade do projeto político. O vice deve não apenas agregar valor à atual campanha, mas também ter potencial para suceder Ricardo no futuro.
A definição do perfil do candidato a vice será tema de futuras discussões e análises.
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Fonte: folhavitoria.com.br